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Relação do torque extensor do joelho com o desempenho no single leg hop test de mulheres com e sem dor femoropatelar

Processo: 18/09671-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2018
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Pesquisador responsável:Fábio Mícolis de Azevedo
Beneficiário:Matheus Henrique Maiolini Ducatti
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Presidente Prudente. Presidente Prudente , SP, Brasil
Assunto(s):Biomecânica

Resumo

A Dor Femoropatelar (DFP) é caracterizada por dor difusa na região anterior do joelho, de início insidioso e sem causa específica. Os sintomas são exacerbados por atividades como subir e descer escadas, agachar, permanecer muito tempo sentado, saltos e aterrisagens. A relação da função alterada do músculo quadríceps femoral com a DFP tem sido amplamente estudada. Diminuição do torque, volume total, atividade eletromiográfica e força muscular dos extensores do joelho são reportadas em indivíduos com DFP. Estudos revelam que menor torque extensor do joelho é fator de risco para o desenvolvimento de DFP e o aumento da sua força resulta em melhores desfechos clínicos em indivíduos com DFP. No entanto, a avaliação do torque do quadríceps geralmente é dependente de equipamentos como o dinamômetro isocinético ou manual. Esses equipamentos possuem custo elevado, o que torna sua aplicação restrita a ambientes clínicos. Testes clínicos, ao contrário, são de baixo custo e aplicáveis em ambientes clínicos. Nesse sentido, o Single Leg Hop Test (SLHT) vem sendo aplicado em indivíduos com DFP e traz informações sobre o controle e força muscular do quadríceps femoral. Em outras populações, o baixo desempenho nesse teste foi associado com menor torque e potência do quadríceps femoral. Porém, não existem estudos relacionando o SLHT com o torque e potência do quadríceps de indivíduos com DFP. Investigar se o menor desempenho no SLHT pode ser um indicativo de redução do torque e potência dos extensores do joelho avaliado pelo dinamômetro isocinético pode apresentar uma ferramenta acessível em ambiente clínico e de baixo custo para identificação de alterações do musculo quadríceps femoral em indivíduos com DFP. Portanto, o objetivo deste projeto é verificar se mulheres com e sem DFP apresentam alterações de pico, potência e taxa de desenvolvimento de força no torque concêntrico do músculo extensor do joelho e no desempenho do SLHT (distância saltada), e como as variáveis de força extensora de joelho se associam com o desempenho no SLHT em indivíduos com e sem DFP. Serão recrutadas mulheres entre 18 e 35 anos com e sem DFP. As participantes serão submetidas ao seguinte protocolo experimental: 1) Avaliação inicial, incluindo a coleta de dados antropométricos, pior nível de dor no joelho no mês anterior e no momento da avaliação através de uma escala EVA e, aplicação do questionário de Baecke para análise do nível de atividade física e do questionário AKPS para análise das limitações funcionais de cada participante; 2) Realização do teste clínico funcional SLHT; 3) Mensuração do torque concêntrico do músculo extensor do joelho através de um dinamômetro isocinético. As variáveis do torque extensor do joelho (pico, potência e taxa de desenvolvimento de força) serão obtidas por meio do software MATLAB® e a média de três tentativas do SLHT serão consideradas e posteriormente analisadas. Para comparação entre as variáveis do torque extensor do joelho entre os grupos com e sem DFP será realizado o teste t de Student para amostras independentes ou o Teste U de Mann-Whitney e as correlações entre as variáveis do torque extensor do joelho e o desempenho no SLHT serão realizadas pelo coeficiente de correlação de Pearson (r) ou Spearman, dependendo da distribuição dos dados.