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Sindicalismo revolucionário e fascismo: Edmondo Rossoni na construção do corporativismo e seu olhar sobre o Brasil de Vargas (1922-1939)

Processo: 18/02242-5
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 01 de março de 2019
Vigência (Término): 30 de junho de 2019
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História
Pesquisador responsável:Edilene Teresinha Toledo
Beneficiário:Edilene Teresinha Toledo
Anfitrião: Maria Rosaria Stabili
Instituição-sede: Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Guarulhos. Guarulhos , SP, Brasil
Local de pesquisa : Università degli Studi Roma Tre, Itália  
Assunto(s):História social   Corporativismo   Fascismo

Resumo

Este projeto de pesquisa tem como objetivo central investigar e analisar a participação do ex-sindicalista revolucionário Edmondo Rossoni, que atuou em São Paulo, e outros lugares do mundo, ajudando a promover a organização dos trabalhadores, na construção do sindicalismo fascista e do corporativismo. Pretende-se compreender quais ideias do sindicalismo revolucionário, e como, foram mobilizadas e instrumentalizadas no projeto corporativista, com o qual o fascismo tentou se apresentar, aos italianos e ao mundo, como uma "terceira via", alternativa tanto ao capitalismo quanto ao socialismo, capaz de criar um "Estado novo" e um novo modelo de sociedade, que conciliasse um estado autoritário com a diversidade e a pluralidade de interesses presentes na sociedade, expressos, sobretudo, pelas organizações sindicais. A pesquisa pretende também realizar uma reflexão, a partir da trajetória de Rossoni, sobre as fortes ligações entre a experiência da imigração e o amadurecimento de convicções sindicalistas e nacionalistas que explicam, em parte, a trajetória de alguns militantes que, como ele, por caminhos tortuosos, foram parar nos braços do fascismo. Assim, torna-se central no projeto uma reflexão sobre o sindicalismo revolucionário e o fascismo e sobre as relações, reais ou fictícias, que foram estabelecidas entre eles. Pretende-se examinar também como a experiência corporativista no Brasil durante o governo Vargas foi percebida por Rossoni e outros sujeitos da Itália fascista. O recorte cronológico do projeto acompanha os debates e a prática do corporativismo da ascensão do fascismo ao poder à eclosão da Segunda Guerra Mundial, quando a preparação da participação italiana no conflito absorveu as energias, canalizando as tensões ideológicas e políticas presentes durante toda a história do fascismo. Este projeto é parte de um projeto mais amplo que pretende, posteriormente, comparar as ideias e a prática do projetos corporativistas na Itália e no Brasil de Vargas, atentando também para a temática da circulação das ideias sobre o corporativismo.

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