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Células tronco-pluripotentes induzidas (IPS) como ferramenta de estudos em farmacologia/toxicologia: um papel potencial da autofagia na sarcopenia

Processo: 18/07633-2
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 01 de abril de 2019
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Geral
Pesquisador responsável:Claudia Bincoletto Trindade
Beneficiário:Claudia Bincoletto Trindade
Anfitrião: Rita Perlingeiro Kyba
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : University of Minnesota (U of M), Estados Unidos  
Assunto(s):Morte celular   Sarcopenia   Autofagia

Resumo

As células tronco-pluripotente induzidas (iPS) despontam como uma grande promessa para a terapia em várias doenças, como na insuficiência cardíaca isquêmica, nas doenças de Parkinson, Alzheimer e Huntington, no diabetes mellitus, na anemia falciforme, nas distrofias musculares, entre outras. As iPS são uma fonte ilimitada de células com potencial pluripotente semelhante à das células tronco embriônicas (SCE), porém, com a vantagem de serem geradas a partir de células somáticas humanas, como fibroblastos ou células sanguíneas, e não de embriões. Estudos in vitro de modelagem de doenças com células iPS têm se destacado na triagem de novos medicamentos e/ou novos alvos farmacológicos, pois as células obtidas a partir de pacientes, representam muito melhor as doenças humanas do que o modelo animal. Além disso, o desenvolvimento de métodos alternativos ao uso animal tem sido destaque no meio cientifico e em comissões de ética. Dentro deste contexto, o primeiro objetivo desta proposta é o treinamento em metodologias envolvidas na geração e derivação das células IPSs humanas a partir de células somáticas adultas. Após a obtenção e identificação das IPS humanas pela transfecção de fatores transcripcionais específicos, as células iPSs serão transduzidas com Pax3 ou Pax7 para a geração de células miogênicas musculares e então miotubos. O próximo passo desta proposta será a avaliação do papel da autofagia na homeostase destas células, utilizando para isto indutores e inibidores específicos do processo autofágico. Como última etapa desta proposta está o desenvolvimento de um modelo de estudos associados à atrofia/caquexia/sarcopenia, condições associadas com a perda de massa muscular em diferentes condições patofisiológicas. Estudaremos mais precisamente o possível papel protetor ou não da autofagia na proteólise muscular, visando à busca por alvos moleculares/celulares específicos que possam controlar este evento. Vale ressaltar que estudos visando a modulação da autofagia em modelo celular obtido a partir de células IPSs humanas é uma proposta inovadora, a qual poderá ser implantada no Brasil, possibilitando assim a continuidade deste trabalho por meio de orientações e pesquisas dentro do Departamento de Farmacologia, Curso de Pós-graduação em Farmacologia, EPM/UNIFESP.