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Questões em torno de uma poética zapatista

Processo: 18/09409-2
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2018
Vigência (Término): 31 de julho de 2022
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Teoria Literária
Pesquisador responsável:Alfredo Cesar Barbosa de Melo
Beneficiário:Mariana Peceguini Ruggieri
Instituição Sede: Instituto de Estudos da Linguagem (IEL). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Literatura pós-colonial   Terra
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Estudos Pós-Coloniais | Estudos subalternos | Ezln | Literatura Latino Americana | manifesto | terra | Literatura Pós-Colonial

Resumo

Este projeto de pesquisa busca realizar uma leitura da produção discursiva do EZLN (Ejército Zapatista de Liberación Nacional), isto é, de suas declarações e comunicados no intuito de avançar algumas questões relativas a temas e estruturas que se repetem em seu extenso arquivo. Com isso não se pretende catalogar e ordenar dito arquivo de modo a delimitar as suas possibilidades de leitura; ao contrário, espero abrir uma nova série de perguntas ao propor inserir essa produção discursiva dentro do escopo do manifesto, um gênero peculiar que existe entre a descrição e a invenção, entre o ato corpóreo e o ato de fala, entre a morte e a sobrevida, entre a derrota e a vitória. Sem propor uma adesão irrestrita aos métodos de combate linguísticos e territoriais empregados pelo EZLN, me interessa compreender os modos por meio dos quais a teoria produzida na universidade (principalmente o pós-colonialismo e o pós-estruturalismo) e pelo zapatismo se complicam mutuamente. Confrontar esses modos teóricos, demonstrando inclusive as suas curiosas intersecções, no entanto, parece ser insuficiente se não forem levados em conta outras produções discursivas igualmente relevantes, que podem servir para um novo deslocamento em relação ao lugar desde onde se realiza a pergunta. Assim, em uma espécie de exercício comparativo, proponho ler a produção discursiva zapatista à luz de textos escritos por Karl Marx, Emiliano Zapata, Ernesto Cardenal e os Guarani-Kaiowá, entre outros, no intuito de reconfigurar o mapa de alianças interpretativas.

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