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Agrobiodiversidade e saberes autóctones: a contribuição dos povos ameríndios e um estudo etnográfico entre os Krahô (Tocantins, Brasil)

Processo: 18/13061-1
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2019
Vigência (Término): 30 de novembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia - Etnologia Indígena
Pesquisador responsável:Maria Manuela Ligeti Carneiro da Cunha
Beneficiário:Ana Gabriela Morim de Lima
Supervisor no Exterior: Laure Emperaire
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : Patrimoines Locaux et Gouvernance (PALOC), França  
Vinculado à bolsa:17/13154-7 - Contribuições dos povos indígenas para a agrobiodiversidade: o "estado da arte" e um estudo de caso entre os Krahô (to), BP.PD
Assunto(s):Povos indígenas   Índios sul-americanos   Cultura indígena   Biodiversidade   Conservação da biodiversidade

Resumo

O objetivo geral da pesquisa de pós-doutorado é mapear e analisar os conhecimentos e as práticas indígenas que contribuem para a produção e a conservação da agrobiodiversidade. O presente projeto propõe um estágio de pesquisa de 10 meses (do 1º de fevereiro a 30 de novembro de 2019) no L'UMR PALOC - IRD/MNHN sob a supervisão da Dra. Laure Emperaire. Neste período, as atividades desenvolvidas terão como principais objetivos: (i) enriquecer o levantamento e a revisão crítica da bibliografia especializada acerca das contribuições dos povos indígenas para a agrobiodiversidade; (ii) aprofundar a análise dos dados da pesquisa entre os Krahô, referentes aos saberes locais associados ao cultivo e ao manejo tradicional, seus esquemas conceituais e cosmológicos; (iii) avaliar os resultados dos Diagnósticos BPBES / IPBES, assim como os efeitos das ações voltadas para a agrobiodiversidade e a segurança alimentar nas aldeias Krahô implementadas por diferentes projetos institucionais. Duas problemáticas centrais que perpassam a pesquisa referem-se, em primeiro lugar, às possibilidades de mediação e aos equívocos que emergem do diálogo entre saberes locais e científicos; em segundo lugar, às convergências e contradições observadas no modo como as políticas de conservação da diversidade biológica e cultural, incluindo a agrobiodiversidade, se articulam com as dinâmicas socioculturais locais. Com o estágio no exterior, a pesquisa irá se beneficiar da inserção em uma rede interdisciplinar de pesquisadores de referência e contribuir com o debate do PALOC, de maneira a aprimorar os fundamentos teóricos e metodológicos deste projeto que visa colaborar com o desenvolvimento dos estudos sobre agrobiodiversidade e saberes locais entre povos indígenas à nível nacional e internacional, assim como dar suporte a diferentes projetos institucionais ligados às políticas de conservação da agrobiodiversidade no Brasil. (AU)

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