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Soroterapia escorpiônica na gravidez e seus efeitos na prole

Processo: 18/11965-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2018
Vigência (Término): 31 de agosto de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Toxicologia
Pesquisador responsável:Ana Leonor Abrahao Nencioni Soares
Beneficiário:Guilherme Gonelli Paz
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Imunização passiva   Envenenamento por animais peçonhentos   Venenos   Venenos de escorpião

Resumo

O envenenamento escorpiônico é um problema de saúde pública, devido ao alto número de casos registrados não só no Brasil como no mundo, principalmente em áreas tropicais e subtropicais. Sabe-se que o envenenamento por escorpiões pode causar problemas que vão de simples manifestações locais, como pequenos edemas, a problemas sérios, como complicações cardiocirculatórias, que podem levar o indivíduo à morte. No caso de envenenamento de mulheres no período de gestação, há riscos tanto para a mãe quanto para o feto, causando a morte de ambos em casos extremos. Em trabalhos anteriores observamos que, quando o veneno do escorpião Tityus bahiensis é administrado em ratas durante a gestação ou a lactação, ocorrem alterações no desenvolvimento físico, reflexológico e comportamental da prole, tanto na fase perinatal como na idade adulta, assim como alterações nos níveis de algumas citocinas e neurotransmissores. A soroterapia é o método mais adequado para o tratamento do envenenamento escorpiônico. Entretanto, existem pouquíssimos estudos em relação aos efeitos que o antiveneno pode causar ao feto, sejam benéficos ou não. Portanto, este projeto tem como objetivo o estudo e a elucidação dos efeitos da soroterapia escorpiônica perinatal, verificando se ocorre alguma alteração fisiológica no feto, bem como se ocorre uma reversão das alterações provocadas pelo envenenamento de suas mães.