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Efeito dos pulsos ultrassônicos de alta intensidade e microbolhas (Sonotrombólise) na modulação autonômica, função cardíaca e sinalização intracelular após Infarto Agudo do Miocárdio com supra desnivelamento do segmento ST

Processo: 18/01325-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2018
Vigência (Término): 30 de junho de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Wilson Mathias Júnior
Beneficiário:Luciene Ferreira Azevedo
Instituição-sede: Instituto do Coração Professor Euryclides de Jesus Zerbini (INCOR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Cardiologia   Reperfusão miocárdica   Função cardíaca   Barorreflexo   MicroRNAs   Infarto do miocárdio com supradesnível do segmento ST

Resumo

O Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), que pode ser a primeira manifestação da Doença Arterial Coronariana (DAC) ou pode ocorrer em pacientes com doença estabelecida, foi apontado pelo Datasus como a primeira causa de morte no país, com registro de aproximadamente 100 mil óbitos anuais. IAM provoca disfunção do Sistema Nervoso Autonômico (SNA), caracterizada por desbalanço autonômico cardíaco e periférico, com predomínio da modulação simpática. Este quadro de hiperativação simpática, que agudamente pode ser benéfico, provocará efeitos deletérios para o coração, culminando em perda da função ventricular esquerda e insuficiência cardíaca. Além disso, a hiperativação simpática prejudica o controle neurovascular e a função dilatadora endotelial. Se por um lado o IAM tem efeito deletério no balanço do SNA, afetando a função cardíaca, a sensibilidade baroreflexa cardíaca e a função endotelial; por outro lado, a mediação por ultrassom de alta energia com microbolhas (sonotrombólise), aplicada anteriormente à intervenção coronária percutânea, mostrou-se eficaz para recanalização de artérias coronárias, levando à reperfusão e restauração de fluxo vascular e microvascular coronário e melhora da função ventricular de pacientes pós IAM. Um dos mecanismos candidatos para aumento do fluxo microvascular coronário observado após a sonotrombólise é o aumento da liberação de óxido nítrico provocado pelo shear-stress da cavitação das microbolhas na parede do vaso. Recentes estudos demonstram que a atividade do oxido nítrico parece ser regulada por microRNAs circulantes (ci-miRNAs) e RNAs específicos têm sido relacionados com a função vascular por estarem elevados quando as células endoteliais sofrem shear-stress, podendo desta forma, desempenhar papel importante na angiogênese, como reguladores da proteína proangiogênica VEGF (fator de crescimento endotelial vascular). Estes ci-miRNAs podem ser fortes canditados para ajudar explicar o mecanismo do aumento na microcirculação coronária após a sonotrombólise e sua repercussão favorável na disfunção cardíaca pós IAM. Os resultados desta nova terapia para o tratamento precoce do IAM são promissores, entretanto, seu efeito na hiperativação simpática pós IAM e no efeito deletério desta alteração autonômica para o miocárdio ainda é desconhecido e merece ser investigado. Neste contexto, objetivamos investigar o efeito da sonotrombólise na hiperativação simpática cardíaca, na modulação autonômica cardíaca e vascular, na sensibilidade baroreflexa, na função cardíaca e no nível de ci-miRNAs, no curso de 6 meses pós IAM com elevação do segmento ST. (AU)

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