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Estabelecimento de um modelo celular em linhagem HEK-293 para o estudo da sinalização estrogênica mediada por xenoestrógenos na indução do processo de autofagia: interface com modelo de tauopatias

Processo: 18/09925-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2018
Vigência (Término): 31 de julho de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia
Pesquisador responsável:Rodrigo Portes Ureshino
Beneficiário:Ana Beatriz Alves da Conceição
Instituição-sede: Instituto de Ciências Ambientais, Químicas e Farmacêuticas (ICAQF). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Diadema. Diadema , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:16/20796-2 - Estudo da autofagia mediada pelos receptores de estrógeno para combater a toxicidade da proteína tau em modelos celular e animal de zebrafish, AP.JP
Assunto(s):Fármacos neuroprotetores   Degeneração neural   Neuroproteção   Autofagia

Resumo

Diversos estudos têm avaliado o papel neuroprotetor dos estrogênios em doenças neurodegenerativas, como o que ocorre na Doença de Alzheimer. No entanto, a exposição crônica a xenoestrógenos presentes no meio ambiente estão relacionadas a carcinogênese e neurotoxicidade, devido em parte ao comprometimento do sistema endócrino. Sabe-se que a modulação da autofagia é uma das estratégias promissoras para o tratamento de demências associadas à formação de agregados proteicos, como o que ocorre em tauopatias, e o bloqueio deste processo catabólico pode promover neurodegeneração. Pouco se sabe sobre o papel dos estrogênios na regulação da autofagia, principalmente no sistema nervoso central, bem como a implicação da exposição de doses subtóxicas de xenoestrógenos na neurodegeneração. Desta forma, este projeto visa investigar o envolvimento dos receptores de estrógeno ERalfa, ERbeta e GPER na modulação das vias da autofagia induzida por xenoestrógenos, como o Bisfenol A, que poderá ser aplicado em modelo de doença neurodegenerativa. Na primeira etapa do projeto será estabelecido e caracterizado um modelo celular de linhagens HEK-293 que superexpressem individualmente os receptores de estrógeno. Em seguida, será avaliada a indução de autofagia pela ativação/inibição dos receptores pelos xenoestrógenos, estudando a via autofágica ativada. Como perspectiva futura deste projeto, buscaremos avaliar o papel dos xenoestrógenos na hiperfosforilação da proteína tau em modelo celular de tauopatia. Assim, considerando que os xenoestrógenos podem regular os receptores de estrógeno, sua inter-relação com o processo de autofagia pode contribuir para o entendimento de doenças associadas ao acúmulo de proteínas, como a que ocorre na Doença de Alzheimer.