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Desenvolvimento e caracterização de formas farmacêuticas para a administração dos CLN-AnfB

Processo: 18/16065-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de setembro de 2018
Vigência (Término): 31 de agosto de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Farmacotecnia
Pesquisador responsável:Franciane Marquele de Oliveira
Beneficiário:Ana Luiza Rodrigues Mansur
Empresa:Eleve PDI Pesquisa e Desenvolvimento Ltda
CNAE: Pesquisa e desenvolvimento experimental em ciências físicas e naturais
CNAE: Pesquisa e desenvolvimento experimental em ciências físicas e naturais
Vinculado ao auxílio:17/22888-4 - Desenvolvimento e caracterização de medicamento de base nanotecnológica, alvo-dirigido, para tratamento de Leishmaniose, AP.PIPE
Assunto(s):Nanotecnologia   Nanopartículas   Formas farmacêuticas   Anfotericina B   Sistemas de liberação de medicamentos   Leishmaniose

Resumo

A leishmaniose trata-se de um grupo de doenças tropicais causada por diversas espécies de parasitas protozoários pertencentes ao gênero Leishmania. Dados da WHO mostram que a Leishmaniose usualmente atinge 12 milhões de pessoas em 88 países por todo o mundo com cerca de 1,3 milhões de novos casos anualmente (WHO, 2017). O tratamento contra a leishmaniose é baseado em antimoniais pentavalentes, principalmente em estibogluconato de sódio (Pentostam®) e N-metilglucamina antimoniato (Glucantime®), os quais são utilizados desde 1940. Em casos resistentes, outros fármacos, tais como pentamidina, anfotericina B e paromomicina foram relatados como uma segunda opção, não obstante a sua elevada toxicidade. Estes fármacos são administrados por via parenteral, em esquemas posológicos prolongados (no mínimo 20 dias), são tóxicos e nem sempre efetivos, levando a um tratamento ineficaz. Adicionalmente, relata-se a resistência das cepas, presença de outras doenças associadas e principalmente a baixa seletividade. O desenvolvimento de um sistema de liberação baseado em lipídeos constitui-se num desafio científico e tecnológico, especialmente pelo fato do antiparasitário precisar ser capaz de atingir a Leishmania dentro do fagolisossoma dos macrófagos infectados que ora podem estar na camada dérmica da pele profunda (ASILIAN et al., 2003) no caso da leishmaniose tegumentar americana ora nas células do fígado, baço na leishmaniose visceral. Diferentes estudos têm relatado a importância dos sistemas nanoparticulados para o tratamento de doenças parasitárias. Sistemas de liberação de fármacos à base de nanopartículas constituem uma área de amplo desenvolvimento dentro da nanotecnologia. As importantes vantagens tecnológicas inerentes da utilização de sistemas coloidais, ou seja, das nanopartículas, como transportadores de fármacos são (I) elevada estabilidade, (II) elevada capacidade transportadora, (III) baixa ou inexistente biotoxicidade do carreador, (IV) incorporação de fármacos tanto lipofílicos como hidrofílicos, (V) promoção do aumento da estabilidade do fármaco incorporado, (VI) possibilidade de liberação controlada de fármacos, (VII) direcionamento de fármacos, (VIII) viabilidade do emprego de várias vias de administração, incluindo a administração oral, tópica e parenteral (HEURTAULT et al, 2003) e ainda, de fundamental importância no tratamento da leishmaniose, (IX) tratamento de doenças específicas de organelas (HUANG et al., 2011). Em vista da gama de aplicabilidade e sucesso que os sistemas nanoestruturados podem trazer para a liberação controlada de fármacos, inclusive para a eficiência no tratamento da leishmaniose, o presente projeto propõe o desenvolvimento de formas farmacêuticas contendo a Anfotericina B encapsulada em carreadores lipídicos nanoestruturados para serem empregadas no tratamento de leishmaniose.