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Significados de violência sexual: as mídias e a disputa pública por construção de direitos

Processo: 18/10403-9
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 10 de outubro de 2018
Vigência (Término): 09 de abril de 2019
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia - Antropologia Urbana
Pesquisador responsável:Heloisa Buarque de Almeida
Beneficiário:Heloisa Buarque de Almeida
Anfitrião: Shani Orgad
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa: University of London, Inglaterra  
Assunto(s):Direitos da mulher   Direitos sexuais e reprodutivos   Relações de gênero   Assédio sexual   Delitos sexuais   Análise de conteúdo   Mídias sociais

Resumo

Este projeto visa entender a construção pública de categorias de violência sexual e de gênero, categorias em processo de transformação ou constituição. Especificamente, reflete sobre a demanda por reconhecimento de novas noções de estupro e assédio sexual que estão se constituindo na arena pública nos últimos anos, com ênfase na esfera da mídia - tanto hegemônica, quanto alternativa - na interação com os movimentos sociais e o sistema judiciário. Objetiva-se entender como essas categorias de violência sexual estão sendo constituídas e debatidas em algumas produções midiáticas, conteúdos de sites de internet e redes sociais e quais os atores sociais e institucionais estão atuando nesse processo, e as disputas de sentido. Numa certa medida, pode-se entender esse processo como uma demanda por reconhecimento dos direitos das mulheres. Tais categorias estão em disputa, na medida em que estupros podem ser vistos apenas como intercurso sexual (e não violência necessariamente), assim como assédio poderia ser qualificado como "cantada" ou paquera. Em termos de recorte empírico, com uma equipe de alunos estamos coletando e sistematizado dados sobre: (1) o caso do médico Roger Abdelmassih e o impacto de seu processo na justiça na redefinição da noção de prova nos processos judiciais; (2) os casos de violência sexual nas universidades divulgados na CPI do trote no estado de São Paulo e sua repercussão na imprensa escrita; (3) o caso do ator Alexandre Frota que revela um estupro de modo jocoso num programa de entrevistas e sua repercussão; (4) as campanhas sobre assédio veiculadas em mídias alternativas e hegemônicas e blogs feministas, com foco na ONG Think Olga.