Busca avançada
Ano de início
Entree

Paisagens do passado: ressonâncias proustianas nos romances memorialistas de Jorge Andrade, Cyro dos Anjos e Pedro Nava

Processo: 18/10413-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2018
Situação:Interrompido
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Literatura Comparada
Pesquisador responsável:Alexandre Bebiano de Almeida
Beneficiário:Fillipe Augusto Galeti Mauro
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):19/21664-0 - Proust no Brasil: apropriações e transferências da estética proustiana nos romances de Jorge Andrade, Cyro dos Anjos e Pedro Nava, BE.EP.DR   19/13251-8 - Paisagens do passado: apropriações da estética proustiana nos romances memorialistas de Jorge Andrade, Cyro dos Anjos e Pedro Nava, BE.EP.DR
Assunto(s):Literatura francesa   Romance   Escritores   Brasileiros   Franceses

Resumo

O presente projeto de pesquisa propõe uma análise comparativa entre os estilos de representação da realidade nos romances Du côté de chez Swann e À l'ombre des jeunes filles en fleurs, de Marcel Proust, e três romances memorialistas brasileiros da década de 1970: Baú de Ossos, de Pedro Nava (1972), Labirinto, de Jorge Andrade (1978) e A Menina do sobrado, de Cyro dos Anjos (1979). Em comum, tem-se que todos esses três escritores alimentaram forte entusiasmo pela estética literária desenvolvida por Proust e pela concepção de memória contida na obra do autor francês. As alusões à Recherche são frequentes em Labirinto e ocorrem também em obras dramatúrgicas e jornalísticas de Jorge Andrade. Por sua vez, Cyro dos Anjos, em correspondência com o poeta e amigo Carlos Drummond de Andrade, se disse "devoto" da obra proustiana. E Pedro Nava não hesita em afirmar, em seu Baú de ossos, que "todo mundo tem sua Madeleine" e que "cada um foi um pouco furtado pelo petit Marcel”. Esse contexto literário, rico em obras memorialistas e fortemente impactado pela leitura do romance proustiano, suscita uma série de questionamentos. Através de uma comparação entre a forma como Proust e cada um desses autores representa as lembranças de juventude de seus personagens em cenários interioranos como Combray e Balbec (mas também Barretos, Santana do Rio Verde e Juiz de Fora), tentaremos não apenas determinar as diferenças e semelhanças entre a noção de memória desses autores, mas também aferir quais especificidades econômicas, sociais e culturais da década de 1970 teriam contribuído para a maior proliferação de obras memorialistas e de estirpe proustiana no Brasil. (AU)