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Variação secular geomagnética na América da Sul

Processo: 18/07878-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2018
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geofísica
Pesquisador responsável:Ricardo Ivan Ferreira da Trindade
Beneficiário:Wilbor Poletti Silva
Instituição-sede: Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Geomagnetismo

Resumo

Este projeto pretende determinar a evolução do campo geomagnético em uma das mais importantes setores do planeta aplicando técnicas avançadas, já dominadas pelo candidato, em um conjunto diversificado de amostras abrangendo diferentes escalas de tempo. A Anomalia do Atlântico Sul (AAS) é a feição mais importante e enigmática do campo geomagnético atual. No entanto, a escassez de dados disponíveis para a América do Sul não permite ainda compreender como ela evoluiu ao longo do tempo e qual o seu papel no futuro, incluindo seu impacto na vulnerabilidade do planeta às partículas carregadas provenientes do vento solar, que são bloqueadas pelo campo geomagnético. Técnicas computacionais e físico-matemáticas permitem unificar os registros diretos e indiretos do campo geomagnéticos em modelos, permitindo assim uma melhor compreensão de suas variações ao longo do tempo. De acordo com os modelos mais sofisticados, existe no hemisfério sul da Terra uma alta e persistente variação secular para os últimos milhares de anos, porém a contribuição dos dados do hemisfério sul é de ~4% do banco de dados mundial. Com o objetivo melhor desvendar as feições deixadas pelo campo magnético antigo (e suas causas) em diferentes materiais da porção sul do planeta, esse projeto está estruturado para viabilizar a aquisição de novos dados de inclinação, declinação e intensidade magnética. Ao final, variações em escala de centenas e milhares de anos, bem como um detalhamento da AAS, serão reveladas para que possamos refletir um pouco mais sobre aquilo que nosso planeta carrega há tempos em seu interior.