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Conceitos e palavras: o caso das cores

Processo: 18/12683-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2018
Vigência (Término): 30 de setembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia
Pesquisador responsável:Plinio Junqueira Smith
Beneficiário:Raquel Albieri Krempel
Instituição-sede: Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Guarulhos. Guarulhos , SP, Brasil
Assunto(s):Pensamento   Filosofia da linguagem   Linguagem

Resumo

Embora a relação entre pensamento e linguagem tenha sido discutida por muitos filósofos de muitos ângulos diferentes, podem-se identificar, segundo Peter Carruthers (1996, 2002), principalmente duas visões opostas. Uma é a concepção comunicativa da linguagem, segundo a qual o papel primordial da linguagem é expressar pensamentos. A outra é a concepção cognitiva da linguagem, segundo a qual línguas naturais não só expressam pensamentos, mas estão constitutivamente envolvidas (como seu veículo) em ao menos alguns tipos de pensamento. Carruthers adota uma versão da concepção cognitiva, argumentando que pensamentos proposicionais conscientes têm como veículo palavras e frases de uma língua natural. Jerry Fodor, por outro lado, é um defensor paradigmático da concepção comunicativa da linguagem, argumentando que o veículo do pensamento é uma linguagem do pensamento diferente de qualquer língua natural. Para investigar qual é a melhor visão, vou focalizar o estudo da relação entre palavras e conceitos, mais especificamente a relação entre palavras e conceitos de cores. As palavras e conceitos de cores oferecem um bom estudo de caso porque sua interação tem sido bastante estudada por linguistas e psicólogos, embora raramente com qualquer tentativa de esclarecer questões filosóficas mais gerais. Minha hipótese é a de que alguns estudos científicos sobre palavras e conceitos de cores apoiam uma posição intermediária (entre Carruthers e Fodor) sobre o papel da linguagem no pensamento - segundo a qual o veículo do pensamento não é uma língua natural, mas línguas naturais fazem mais que meramente expressar pensamentos. Para avaliar e desenvolver essa visão, vou me basear tanto em trabalhos filosóficos sobre a natureza de conceitos e sua relação com palavras, quanto em estudos científicos sobre o papel das palavras de cor no pensamento e na percepção.