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Estudo da participação dos receptores de estrógeno na autofagia em modelo celular de Tauopatia

Processo: 18/16719-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de setembro de 2018
Vigência (Término): 31 de outubro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia
Pesquisador responsável:Rodrigo Portes Ureshino
Beneficiário:Michelle Sayuri Nishino
Instituição-sede: Instituto de Ciências Ambientais, Químicas e Farmacêuticas (ICAQF). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Diadema. Diadema , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:16/20796-2 - Estudo da autofagia mediada pelos receptores de estrógeno para combater a toxicidade da proteína tau em modelos celular e animal de zebrafish, AP.JP
Assunto(s):Fármacos neuroprotetores   Receptores estrogênicos   Proteínas tau   CRISPR-Cas9   Tauopatias   Doença de Alzheimer   Autofagia

Resumo

Em doenças neurodegenerativas que apresentam quadro demencial, como na Doença de Alzheimer e Tauopatias, há o acúmulo de emaranhados neurofibrilares intracelulares formados principalmente pela proteína tau. A busca de terapias que possam remover estes agregados é importante na busca de estratégias para estabilizar a progressão da neurodegeneração. Estudos mostram que a modulação da autofagia é uma das estratégias promissoras para o tratamento de demências associadas à formação de agregados proteicos. Muitos estudos clínicos têm apontado que os estrógenos podem agir como neuroprotetores no envelhecimento e em processos neurodegenerativos, como o que ocorre na Doença de Alzheimer. Assim, o objetivo deste trabalho será estudar a participação dos receptores de estrógeno na modulação da autofagia e sua via de ativação molecular em um modelo celular de Tauopatia, com enfoque no papel neuroprotetor da autofagia. Primeiramente em um modelo de neuroblastoma (SH-SY5Y) que superexpressa a proteína tau humana (isoforma 0N4R ou mutada P301L) serão feitos tratamentos com diferentes agonistas e antagonistas de receptores de estrógeno, com a finalidade de avaliar se estes compostos podem induzir a autofagia. Para tanto as proteínas da via autofágica serão quantificadas por Western blot (LC3 II, p62, Beclina1, p-p70, p-ULK, p-AMPK) e as células serão transfectadas com os vetores das proteínas GFP-mCherry-LC3 e GFP-p62, para a visualização do fluxo autofágico por microscopia de fluorescência. Além disso, as células serão primeiramente caracterizadas quanto aos seus receptores de estrógeno (marcação por imunofluorescência e Western blot) e posteriormente serão submetidas ao knockout (utilizando a metodologia CRISPR-Cas9) dos genes dos receptores de estrógeno ER±, ER² e GPER. Também será verificada a participação dos receptores de estrógeno na autofagia e será validada com ensaios em células knockout de genes que regulam este processo. Por fim, a partir de dados de um estudo da expressão de genes da autofagia ativados por receptores de estrógenos, serão selecionados os genes ativados preferencialmente pela modulação da sinalização estrogênica para avaliar sua participação neste processo catabólico e na neuroproteção. Assim, o estudo do papel dos receptores de estrógenos na neuroproteção em modelo celular de Tauopatia contribuem para o entendimento do papel deste hormônio na neuroproteção em patologias neurodegenerativas, como a Doença de Alzheimer. (AU)