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Efeito do volume de treinamento de força sobre a variabilidade da hipertrofia muscular em idosos

Processo: 18/15691-2
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2019
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Educação Física
Pesquisador responsável:Hamilton Augusto Roschel da Silva
Beneficiário:Manoel Emílio Lixandrão
Supervisor no Exterior: Marcas M Bamman
Instituição-sede: Escola de Educação Física e Esporte (EEFE). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : University of Alabama at Birmingham (UAB), Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:16/22635-6 - Efeito do volume de treinamento de força sobre a variabilidade da hipertrofia muscular em idosos, BP.DR
Assunto(s):Hipertrofia muscular

Resumo

O envelhecimento está associado ao declínio da massa muscular esquelética e, consequentemente, a reduções nos níveis de funcionalidade. Nesse contexto, o treinamento de força (TF) de moderada a alta intensidade (i.e., > 65% de uma repetição máxima [1-RM]) é considerado um potente estímulo para o aumento da massa muscular nessa população. Entretanto, a magnitude dos ganhos de massa muscular decorrentes do TF apresenta uma grande variabilidade, sendo possível encontrar indivíduos que respondem apenas com aumentos pequenos ou até mesmo insignificantes da massa muscular (i.e., pouco-responsivos). Sugere-se que idosos pouco-responsivos apresentem, na verdade, uma baixa sensibilidade ao estímulo anabólico proporcionado pelo TF, e não uma incapacidade para adaptar-se ao mesmo. Assim, é possível que mesmo indivíduos pouco-responsivos possam beneficiar-se de programas de TF, desde que as variáveis do TF sejam manipuladas adequadamente. O volume de treino parece ser fundamental neste sentido, uma vez que este parece estar positivamente associado a melhores respostas hipertróficas em diferentes populações. Desta forma, parece interessante especular se a manipulação desta variável poderia constituir uma estratégia em potencial para atenuar/reverter a baixa responsividade observada em idosos, promovendo, assim, aumentos significantes na massa muscular nestes indivíduos. Adicionalmente, a baixa responsividade parece estar relacionada com a densidade/quantidade de ribossomos, níveis elevados de inflamação e, ativação sub ótima do programa miogênico, responsáveis por regular as células satélites, o conteúdo mionuclear bem como o maquinário de síntese proteica muscular. Assim, o presente projeto tem como objetivo investigar o efeito do aumento do volume do TF sobre os ganhos de massa muscular em indivíduos classificados como pouco-responsivos a um período de TF. Um objetivo secundário será investigar o efeito do aumento do volume do TF sobre a quantidade total de células satélites e número de mionúcleos, biogênese de ribossomos e a sinalização de vias pro-inflamatórias nesses indivíduos. Para tal, o desenho experimental será composto de 10 semanas de TF com frequência de duas sessões semanais no exercício cadeira extensora unilateral. Cada uma das pernas de um determinado indivíduo será aleatoriamente alocada, considerando a dominância, em um dos dois possíveis modelos de treino a serem testados: 1) uma única série de 8-10 repetições máximas e; 2) quatro séries de 8-10 repetições máximas. Antes do início do período de treinamento, os voluntários serão submetidos a um exame de imagem por ressonância magnética, teste de uma repetição máxima e uma biópsia no músculo vasto lateral (será selecionado aleatoriamente entre perna direita ou esquerda). Esses procedimentos serão realizados novamente após o período de intervenção, entretanto, nesse momento serão realizadas duas biópsias, uma em cada perna de um determinado indivíduo. Em seguida, as amostras de tecido muscular serão enviadas para University of Alabama at Birmingham, Estados Unidos da América, onde serão realizadas todas as análises de imuno-histoquímica e moleculares. Essas análises serão realizadas por mim em colaboração com o Prof. Dr. Marcas Bamman e seu grupo de pesquisa. O Prof. Dr. Bamman é mundialmente reconhecido como um expert nessa área de pesquisa, e sua colaboração irá melhorar significativamente não apenas a qualidade do presente estudo, mas também, a minha formação com aluno de Doutorado.