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Identificação e caracterização de nanopartículas metálicas: um estudo da neurotoxicidade em pacientes com esclerose múltipla

Processo: 17/20032-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2018
Vigência (Término): 30 de setembro de 2020
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia de Materiais e Metalúrgica
Pesquisador responsável:Paulo Noronha Lisboa Filho
Beneficiário:Marcela de Oliveira
Instituição-sede: Faculdade de Ciências (FC). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Bauru. Bauru , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/07296-2 - CDMF - Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais, AP.CEPID
Assunto(s):Nanopartículas   Doenças degenerativas   Neurotoxicidade   Espectroscopia

Resumo

A esclerose múltipla (EM) é uma doença neuroinflamatória e neurodegenerativa que resulta em dano no processo de mielinização dos neurônios. Atualmente estima-se que a esclerose múltipla acomete 35 mil brasileiros e 2,5 milhões de indivíduos em todo o mundo, sendo de grande preocupação para a área da saúde. Mesmo sendo uma doença neurodegenerativa que envolve uma progressiva perda neuronal e funcional, ainda pouco se sabe sobre as causas da esclerose múltipla, mas estudos mostram ser uma doença possivelmente advinda da combinação de fatores genéticos, ambientais e infecciosos, que desencadeiam os processos inflamatórios. A exposição à metais pode ser considerada como agente externo, apresentando uma toxicidade que pode desencadear o processo inflamatório. De um modo geral, a população está exposta a estes metais em forma de nanopartículas (NPs) presentes no ar advindas do ambiente, dos cosméticos e dos alimentos. Devido ao seu tamanho reduzido, as NPs metálicas podem penetrar o corpo humano por inalação, injeção ou penetração epitelial e eventualmente atravessar a barreira hematoencefálica e potencialmente causar neurotoxicidade e neurodegeneração. Do ponto de vista radiológico, as áreas onde ocorrem a desmielinização podem ser observadas nas imagens de ressonância magnética do encéfalo. Dados da literatura evidenciam que nanopartículas metálicas podem ser responsáveis por desencadear esse processo de desmielinização, e consequentemente pelas lesões encefálicas. Novas técnicas na detecção visual das lesões escleróticas já têm sido aplicadas, mas ainda existe a necessidade de identificação da presença de nanometais nesta área acometida pela esclerose múltipla. É de extrema importância que novas avaliações sejam realizadas para analisar a possível toxicidade advinda das nanopartículas metálicas presentes nas amostras sanguíneas e nas lesões observadas nas imagens de ressonância magnética dos pacientes com esclerose múltipla. Assim, o objetivo principal desta pesquisa é a identificação e caracterização de nanopartículas metálicas para avaliação de sua toxicidade em pacientes com esclerose múltipla. Com a realização das duas técnicas analíticas: espectroscopia de emissão óptica com plasma indutivamente acoplado e microespectroscopia de Transformada de Fourier, será possível identificar e caracterizar as NPs metálicas presentes nas amostras sanguíneas dos pacientes. Além desta avaliação, com a criação de um objeto simulador do encéfalo, juntamente com o desenvolvimento de um programa computacional em ambiente MatLab, será possível avaliar e quantificar as NPs presentes nas imagens de ressonância magnética e descobrir quais são os seus limites de detecção nesse tipo de imagem.

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