Busca avançada
Ano de início
Entree

Bombas de efluxo como possível mecanismo de resistência a fármacos de 2ª linha: avaliação fenotípica e genotípica em isolados clínicos resistentes de Mycobacterium Tuberculosis

Processo: 18/12135-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2018
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada
Pesquisador responsável:Fernando Rogério Pavan
Beneficiário:Júlia Araújo Grecco
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Assunto(s):Tuberculose   Farmácia   Anti-infecciosos   Plasticidade fenotípica   Mycobacterium tuberculosis   Técnicas de genotipagem

Resumo

Globalmente, a taxa de mortalidade por tuberculose (TB) diminuiu 47% entre 1990 e 2015, entretanto, estima-se que houveram 1,3 milhões de mortes por TB em 2016. Isso significa que, mesmo a taxa de mortalidade diminuindo ao longo dos anos, ela ainda é considerada uma das 10 principais causas de morte em todo o mundo e, um importante fator que contribui para essa posição é o aparecimento de cepas multifármacos resistentes (MDR-TB) e/ou extensivamente resistentes (XDR-TB). Entre os mecanismos de resistência do Mycobacterium tuberculosis, principal agente causador da doença, as mutações em genes dos alvos dos fármacos ou em enzimas metabolizadoras explicam a maioria dos casos de resistência a antibióticos, mas não todos. As bombas de efluxo (BE), são proteínas transportadoras de membrana capazes de expulsar para fora da micobactéria diversas substâncias de seu metabolismo e também antimicrobianos sendo também um mecanismo de resistência. Sabe-se que quando M. tuberculosis é exposto a concentrações subinibitórias de fármacos, ele pode aumentar a expressão e/ou a atividade de suas BE com o intuito de resistir a presença destes antimicrobianos. Diante dessas considerações, este trabalho tem o objetivo de buscar o possível mecanismo de resistência de 21 isolados clínicos sendo 12 resistentes a aminoglicosídeos e 9 resistentes a fluoroquinolonas (FLQ), que não mostraram mutações, previamente estudadas, nos genes rrs e gyrA, principais genes relacionados à resistência à aminoglicosídeos e FLQ, respectivamente. Para avaliar o efeito da presença do antimicrobiano sobre a atividade e a expressão das BE será feito um pré-tratamento dos isolados clínicos com exposição de 24 e 48h a concentrações subinibitórias e também retirando essa exposição por igual período para então utilizar as metodologias de acúmulo de brometo de etídeo e RT-PCR. Analisando, então, as BE como mecanismo de resistência sob a perspectiva fenotípica, utilizando a combinação com inibidores de BE, e sob a perspectiva genotípica analisando a expressão de alguns genes de BE já relacionados a resistência. Espera-se compreender melhor o comportamento das BE de bactérias resistentes na presença de antimicrobianos e, se possível, elucidar para essa biblioteca de isolados clínicos o mecanismo de resistência. Além disso, ao que nos consta, esse é o primeiro trabalho que busca responder se o aumento da expressão de BE pós exposição a antimicrobianos é um fator constitutivo ou indutivo?