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Avaliação estrutural do túbulo seminífero e atividade esteroidogênica das células de Leydig em ratos tratados com venlafaxina

Processo: 18/13590-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2018
Vigência (Término): 31 de agosto de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Histologia
Pesquisador responsável:Estela Sasso Cerri
Beneficiário:Beatriz Meduqui Rodrigues
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia (FOAr). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Assunto(s):Testículo   Imuno-histoquímica   Morfometria   Espermatogênese   Reprodução

Resumo

A fertilidade masculina depende, dentre outros fatores, do sucesso da espermatogênese, a qual é dependente da ação hormonal, principalmente da testosterona produzida pelas células de Leydig. Além destas células, a célula de Sertoli é essencial na manutenção de um microambiente adequado no epitélio seminífero, garantindo o processo espermatogênico via ação androgênica. Portanto, danos nestas células somáticas testiculares, induzidas por fármacos, podem interferir na histofisiologia testicular e prejudicar a espermatogênese, culminando em infertilidade masculina. A depressão é uma doença que vem afetando uma quantidade significativa de indivíduos e, consequentemente, causando um aumento no uso de medicamentos antidepressivos. A venlafaxina é um antidepressivo de última geração, pertencente à classe dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina e noradrenalina (ISRNs). Além do seu uso no tratamento e na prevenção da depressão, a venlafaxina também é usada no tratamento do transtorno de ansiedade generalizada, transtorno de ansiedade social, transtorno do pânico e agorafobia. Entretanto, homens tratados com este antidepressivo têm demonstrado disfunção erétil, problemas de ejaculação e redução dos níveis séricos de testosterona. Apesar do crescente uso de antidepressivos, pouco se sabe sobre o efeito desses medicamentos no sistema reprodutor masculino, incluindo a espermatogênese e esteroidogênese. Neste estudo, serão avaliados os efeitos do tratamento com venlafaxina na histofisiologia testicular de ratos adultos, com ênfase na integridade do epitélio seminífero e na atividade esteroidogênica das células de Leydig. Serão utilizados 12 ratos, os quais serão distribuídos em dois grupos (n=6): Grupo Venlafaxina (GVF35) e Grupo Controle (GC35). Os animais receberão o tratamento durante 35 dias consecutivos, via oral (gavagem), sendo que os animais do GVF35 receberão 30mg/kg de cloridrato de venlafaxina (diluído em água destilada) e os do GC35 receberão volume correspondente de água destilada. Após o término do tratamento, os testículos serão coletados, pesados e fixados em formaldeído tamponado 4% para inclusão em historesina e parafina. O sangue será coletado para dosagem dos níveis séricos de testosterona. Nos cortes de historesina corados pela H.E., serão realizadas análises morfológicas e morfométricas para obtenção da área do epitélio seminífero, área tubular total e número de células de Sertoli. A frequência de túbulos mostrando assincronia do epitélio seminífero e/ou falha na espermiação também será obtida. Os cortes de parafina serão submetidos ao método do TUNEL, para detecção de morte celular, e à reação de imunofluorescência, para detecção da proteína StAr, envolvida na esteroidogênese. As diferenças entre os grupos serão avaliadas estatisticamente pelo teste t-de Student (pd0.05).

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