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Identidade neuroquímica e eletrofisiológica de neurocircuitarias de defesa envolvendo subnúcleos específicos do núcleo dorsal da rafe

Processo: 18/14420-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2018
Vigência (Término): 30 de setembro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Psicologia Fisiológica
Pesquisador responsável:Milena de Barros Viana
Beneficiário:Jéssica Alves Lemes
Instituição-sede: Instituto de Saúde e Sociedade (ISS). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Baixada Santista. Santos , SP, Brasil
Assunto(s):Neurobiologia   Neuroquímica   Eletrofisiologia   Imuno-histoquímica   GABA   Serotonina   Núcleo dorsal da rafe   Estimulação encefálica profunda   Modelos animais

Resumo

Um dos principais sistemas neuroquímicos associados à ansiedade e ao pânico é o sistema serotonérgico, oriundo do Núcleo Dorsal da Rafe (NDR). Evidências prévias sugerem que o NDR é composto de diferentes subpopulações neuronais, possuindo diferenças morfológicas e funcionais. O subnúcleo dorsal do NDR (DRD) parece estar envolvido com a regulação de respostas relacionadas à ansiedade, enquanto neurônios serotonérgicos (5-HT) das asas laterais do NDR (lwDR) parecem inibir respostas relacionadas ao pânico. Em um estudo prévio de nosso grupo de pesquisa foi verificado os efeitos da técnica de Deep Brain Stimulation (DBS), administrada aos dois subnúcleos do NDR mencionados, sobre o comportamento de ratos no modelo do labirinto em T elevado (LTE). O modelo avalia medidas de fuga e esquiva inibitória dos braços abertos, associadas, em termos de psicopatologia, ao transtorno do pânico e ao transtorno da ansiedade generalizada, respectivamente. A DBS, adminstrada no DRD, exerceu efeito ansiolítico, diminuindo as latências de esquiva no LTE e aumentando a expressão da proteína Fos no córtex cingulado, septo lateral e amígdala medial. Já a estimulação por DBS das lwDR exerceu efeito panicolítico no LTE, aumentando as latências de fuga, e aumentando a expressão da proteína Fos na amígdala medial. Embora esses resultados apontem a existência de duas neurocircuitarias distintas envolvidas nos efeitos ansiolítico e panicolítico observados, a identidade neuroquímica e eletrofisiológica dos neurônios de cada uma dessas duas áreas ainda é desconhecida. O objetivo do presente trabalho é realizar esta investigação. Para isso, realizaremos dupla marcação imuno-histoquímica para Fos e serotonina e GABA. Estes dois sistemas de neurotransmissão têm sido relacionados aos efeitos ansiolíticos e panicolíticos de drogas encontradas na clínica, que são utilizadas para o tratamento do pânico e da ansiedade generalizada. Ademais, será investigada a atividade eletrofisiológica desses subnúcleos in vivo através da técnica de telemetria em animais submetidos ou não ao DBS nas tarefas do LTE. (AU)