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A crítica jornalística de Ana Cristina Cesar

Processo: 18/19168-2
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência (Início): 28 de janeiro de 2019
Vigência (Término): 06 de julho de 2019
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Teoria Literária
Pesquisador responsável:Marcos Antonio Siscar
Beneficiário:Raquel Machado Galvão
Supervisor no Exterior: Michel Robert Jean Riaudel
Instituição-sede: Instituto de Estudos da Linguagem (IEL). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Local de pesquisa : Université Paris-Sorbonne (Paris 4), França  
Vinculado à bolsa:16/23558-5 - A crítica jornalística de Ana Cristina Cesar, BP.DR
Assunto(s):Crítica jornalística   Poesia

Resumo

O projeto prevê a realização de um levantamento da crítica jornalística escrita por Ana Cristina Cesar (1952-1983) em periódicos brasileiros nas décadas de 1970 e 1980, a partir da consulta de textos já publicados em livros ou ainda restritos a acervos de arquivos públicos e privados. O corpus inicial da análise serão as críticas encontradas em impressos de grande circulação, como o Jornal do Brasil, a Folha de São Paulo, a Revista Veja e a Revista Isto é, em publicações especializadas como a Mimeo (PUC-RJ), a Revista Colóquio Letras e a Almanaque, e em impressos alternativos, como o Opinião, o Leia Livros, o Beijo, entre outros. Considerando a escassa abordagem da colaboração da escritora em periódicos, que promoveu intervenções no campo literário brasileiro a partir da elaboração de uma crítica costurada pela dimensão revolucionária da linguagem - pela luz da leitura política de resistência e linha combativa das linguagens proposta por Roland Barthes - a abordagem busca reconstituir o trabalho jornalístico de Ana Cristina Cesar, considerando as estratégias de construção dessa crítica, suas balizas constitutivas, e os diálogos presentes em textos publicados em jornais com a produção poética de A Teus Pés (1982). Interessa-me diagnosticar as rupturas promovidas pela escritora na elaboração da linguagem inserida no movimento de uma práxis política dissidente de pensamentos fixos. Minha hipótese é que reflexões como o fazer poético e as relações de poder no universo literário, a interface da literatura com as outras artes, a construção histórica do discurso amoroso, o papel das mulheres na literatura, a escrita de si, os exercícios de tradução, a transgressão através da arte, a performance literária e o erotismo, temas recorrentes da crítica e da poesia, mobilizaram de forma definitiva a cena jornalística brasileira focada em literatura, assim como promoveram discursos acráticos - fora da doxa, logo paradoxais - nos meios tradicionais e em plataformas alternativas de difusão da crítica brasileira.