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O "mês que un club" catalão: a articulação entre movimento separatista da Catalunha, o FC Barcelona e o mercado do futebol

Processo: 18/12977-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de outubro de 2018
Vigência (Término): 30 de setembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Sociologia
Pesquisador responsável:Michel Nicolau Netto
Beneficiário:Vinicius Borges Alvim
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Sociologia do esporte   Identidade   Futebol   Mercado

Resumo

Essa pesquisa propõe o entendimento e análise das manifestações públicas do FC Barcelona em relação ao movimento separatista catalão. A percepção dessas manifestações está diretamente inserida em um contexto global de mercado no qual o clube está inscrito. Dessa forma, tratar o FC Barcelona nessa dualidade de valorização da marca da equipe e de agente direto da representação catalã será fundamental para esse projeto. O FC Barcelona se destaca como um dos grandes expoentes do movimento catalão principalmente durante a ditadura Franquista, período no qual diversas restrições foram impostas aos moradores do território da Catalunha, sendo essas restrições justificadas a partir de uma ideia que era necessária uma Espanha unida. A transformação que o FC Barcelona sofre, de clube estritamente regional para a ideia de clube global acompanha um desenvolvimento do contexto mercadológico em que o futebol está colocado. Pensar o FC Barcelona hoje, é pensar em um símbolo global que articula e representa um movimento regional e que movimenta significativas quantias de dinheiro e de produtos que são comercializados nos mais diferentes países e lugares do globo. O próprio esporte passa por essa transformação que pode ser vista no Barcelona e que pode ser percebida através do aporte financeiro e dos investimentos externos que financiam os clubes, assim como as transações cada vez maiores. O esporte pode, então, ser tratado a partir da imagem de uma empresa, mas como argumenta John Horne , ela não age como uma empresa qualquer. Assim como o Barcelona, que age como empresa e representante, articulando a valorização de sua marca como o movimento catalão.