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Expressão na música nova: um estudo a partir da filosofia da música de Theodor Adorno

Processo: 18/13098-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de outubro de 2018
Vigência (Término): 30 de setembro de 2019
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Artes - Música
Pesquisador responsável:Mário Rodrigues Videira Junior
Beneficiário:Paulo Cerruti de Arruda Sampaio
Instituição-sede: Escola de Comunicações e Artes (ECA). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Estética da música   Filosofia da música

Resumo

Abordaremos a relação, presente na filosofia da música de Theodor Adorno, entre a Música Nova e a categoria de expressão musical. Ao menos desde sua Filosofia da Nova Música (1949), as transformações verificadas nesta relação dizem respeito a certo processo de emancipação do sujeito musical, que seria para Adorno o objetivo maior da música de vanguarda. Veremos em que medida estas transformações decorrem do caráter necessariamente problemático da expressão no contexto da Música Nova. Para Adorno, a Música Nova surge a partir da rebeldia da expressão frente à gramática expressiva estabelecida pela tradição e cristalizada no sistema tonal. Trata-se de uma crítica da expressividade vigente em nome de uma outra expressividade possível, própria a um sujeito musical emancipado. A partir do entendimento dessa relação entre expressão e Música Nova, pretende-se investigar as críticas de Adorno ao abandono da expressão e da mediação subjetiva em geral na música de vanguarda do pós-Segunda Guerra, representada pelo serialismo integral e pela música aleatória. Trata-se de correntes composicionais que, por suas críticas à expressão tout court, tenderam a criar obras de caráter objetivo e sistemático, incorrendo em certo encantamento com a ciência e no recurso àquilo que Adorno chama de "dispositivos de alívio subjetivo". Veremos como, em textos das décadas de 1950 e 1960, Adorno defende que, para que haja uma retomada do projeto emancipatório da Música Nova, é preciso uma recuperação da categoria de expressão, a partir do reconhecimento de que toda a objetividade estética é mediada pelo sujeito. Pretende-se, por fim, compreender a relação entre essa recuperação da expressão e do potencial original da Música Nova e a proposta de uma música informal presente na conferência Vers une Musique Informelle.