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Enriquecimento de consórcio microbiano em bactérias exoeletrogênicas para a sua utilização como biocatalizador em células a combustível microbianas

Processo: 18/15528-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de outubro de 2018
Situação:Interrompido
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada
Pesquisador responsável:Valeria Reginatto Spiller
Beneficiário:Lucca Bonjy Kikuti Mancilio
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Bioenergia

Resumo

A forte dependência de matérias primas fósseis, bem como o seu poder poluidor têm impulsionado a busca por fontes e tecnologias alternativas para a geração de energia. Simultaneamente a este cenário existem as atividades econômicas industriais geradoras de subprodutos, resíduos e efluentes poluentes que, se não são adequadamente tratados, representam uma ameaça para o meio ambiente em geral. Assim, grandes esforços têm sido devotados ao desenvolvimento de tecnologias que agreguem valor a resíduos e efluentes pela sua transformação em bioprodutos e/ou bioenergia. Neste contexto, as Células a Combustíveis Microbianas (CCM's) representam tecnologias inovadoras que podem gerar energia elétrica a partir da oxidação de compostos contidos em efluentes e resíduos promovendo a sua biorremediação. As CCMs são sistemas bioeletroquímicos, nos quais microorganismos exoeletrogênicos são biocatalizadores que crescem sobre o ânodo fornecendo os elétrons oriundos dessa oxidação para um circuito externo ligado ao cátodo, no qual os elétrons são aceptados. Apesar da grande popularidade que vem ganhando essa área de pesquisa, ainda restam muitas dificuldades e perguntas sobre os modelos atuais. Dentre estas, necessita-se uma melhor compreensão da diversidade, ecologia e funcionamento dos consórcios microbianos responsáveis pela eletroatividade no ânodo. O presente projeto visa, portanto, construir e operar uma CCM usando como inóculo um consórcio microbiano obtido em território brasileiro. Este inóculo será cultivado em diferentes meios sintéticos, a fim de simular a composição de alguns efluentes poluidores, para a sua posterior utilização como biocatalizador em CCM. Em cada etapa do estudo, ou seja, no inóculo, no enriquecimento em meios de cultura específicos e no enriquecimento na CCM será acompanhada a composição e a dinâmica do consórcio microbiano participante na geração de eletricidade por PCR qualitativo. Para tal, serão utilizados primers relacionados aos principais grupos de bactérias geradoras de energia. Este estudo, permitirá o maior entendimento, controle e reprodutibilidade dos consórcios microbianos para CCMs, contando com abordagens pensadas num viés microbiológico e ecológico.