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O Persa nas fontes gregas: a alteridade na tragédia os persas de esquilo e nas representações iconográficas

Processo: 18/16287-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de novembro de 2018
Vigência (Término): 31 de outubro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História Antiga e Medieval
Pesquisador responsável:Pedro Paulo Abreu Funari
Beneficiário:Amabile Helena Zanco
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):História antiga   Persas   Gregos   Alteridade

Resumo

Desde a Antiguidade, o Oriente é objeto do olhar do Ocidente, o que determinou a elaboração de relações de alteridade entre os diferentes povos que habitaram as duas regiões ao longo do tempo. Na primeira metade do século V a.C., a Hélade observou um conflito determinante para a construção da identidade de seu povo e seu discurso de alteridade, as Guerras Médicas ou Guerras Greco-Pérsicas (490-479 a.C.), incursão persa que culminou em sua derrota. Podemos observar nas fontes do século V a.C. uma transformação na maneira como os gregos reagiam aos persas. Neste momento, o conceito de bárbaro passa a ser relacionado ao não-grego, e o bárbaro por excelência adquire uma etnia, a persa, e um território, a Ásia. O bárbaro passa a diferir dos gregos por diversas características, como o sistema monárquico, submissão, vestes, língua, armamento, entre outras. A pesquisa propõe o estudo da maneira como os gregos representavam este "outro", o persa, para si, analisando a tragédia Os persas (472 a.C.) de Ésquilo e as representações persas na cultura material, em consonância com os estudos disponíveis sobre a alteridade.