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Avaliação do efeito do inibidor dos transportadores de efluxo do AMPc e GMPc, MK 571 em bexiga e próstata de camundongos sadios e obesos e de tecidos oriundos de pacientes com Bexiga Hiperativa e Hiperplasia Prostática Benigna

Processo: 18/07364-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de outubro de 2018
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Autonômica
Pesquisador responsável:Fabíola Taufic Monica Iglesias
Beneficiário:Gabriela Maria Bertollotto
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:17/15175-1 - Modulação da guanilato ciclase solúvel e dos níveis intracelulares de nucleotídeos cíclicos em órgãos do trato urinário inferior e próstata, AP.TEM
Assunto(s):Sistema urinário   Próstata   Bexiga urinária hiperativa   Hiperplasia prostática   Obesidade   Nucleotídeos cíclicos   Modelos animais

Resumo

A concentração intracelular dos segundos mensageiros GMPc e AMPc é controlada pela taxa de produção através da atividade das enzimas Guanilato Ciclase Solúvel (GCs) e particulada ou pela Adenilato Ciclase (AC), respectivamente e pela depuração seja pela ação das fosfodiesterases seja pela atividade dos transportadores de efluxo. Os transportadores do subtipo MRP4 e MRP5 fazem parte de uma grande família de proteínas transmembrana que utilizam da energia da hidrólise do ATP para bombear diversos compostos endógenos e xenobióticos para fora da célula, e dentre esses compostos endógenos estão o AMPc e GMPc. Foi demonstrado a expressão do MRP4 e MPR5 no baixo trato urinário humano, como bexiga, corpo cavernoso, uretra e próstata. Nosso grupo vem mostrando em modelos de Obesidade e meia-idade que a GCs encontra-se degradada, resultando em níveis intracelulares baixos de GMPc, que parece favorecer a hipercontratilidade dos tecidos vesical, uretral e prostático nestas condições patológicas. Por isso, postulamos que MRP4 e MRP5 desempenham papel relevante na regulação do tônus desta musculatura lisa. Para testar estas possibilidades de MRP4 e MRP5 controlando os níveis intracelulares dos nucleotídeos cíclicos em tecidos do trato urinário inferior em animais saudáveis e patológico (Obesidade) delineamos protocolos funcionais in vivo (cistometria) e in vitro (curvas concentração e frequência-resposta), assim como ensaios bioquímicos e moleculares nos tecidos vesicais, uretrais e prostáticos (western blotting, RT-PCR, imunofluorescência e ELISA) obtidos de camundongos obesos e respectivos grupos controles. Em grande parte de nossos estudos empregaremos o inibidor de MRP4, MK-571. Em termos de estudos moleculares, estamos nos propondo a (i) avaliar a localização, expressão gênica e expressão proteica do MRP4 e MRP5; (ii) quantificar os níveis de nucleotídeos cíclicos (GMPc e AMPc) e avaliar sua sinalização downstream (PKG, p-VASP 239 e p-VASP 157), na ausência e presença de MK-571; e (iii) realizar silenciamento gênico de MRP4, MRP5 e MRP8 em cultura primária de musculatura lisa de bexiga e próstata, e quantificar os nucleotídeos produzidos intra e extracelulares, bem como a expressão VASP-239 e VAPS-157. Em termos de estudos funcionais, procuraremos (i) investigar o efeito in vivo (cistometria) e in vitro do MK-571 em bexiga, uretra e próstata nos relaxamentos induzidos por agentes elevadores de AMPc e GMPc. Estudos moleculares e/ou funcionais (de acordo com o acima proposto) serão empregados em bexiga, próstata e uretra humanos obtidos de pacientes com bexiga neurogênica e/ou HPB (e tecidos de doadores cadáveres como controle), na presença e ausência do MK-571. Os dados deste projeto poderão indicar que MRP4 e MRP5 são importantes no controle fisiológico dos nucleotídeos cíclicos em tecidos do trato urinário inferior e se esses transportadores poderiam constituir alvos relevantes na terapêutica das complicações urológicas associadas a Obesidade. (AU)