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Caracterização da microbiota gástrica residente e transiente em pacientes portadores de adenocarcinoma gástrico

Processo: 18/14267-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2018
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Humana e Médica
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Emmanuel Dias-Neto
Beneficiário:Gabriela Estrela de Albuquerque
Instituição-sede: A C Camargo Cancer Center. Fundação Antonio Prudente (FAP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:14/26897-0 - Epidemiologia e genômica de adenocarcinomas gástricos no Brasil, AP.TEM
Assunto(s):Metagenômica

Resumo

O Adenocarcinoma Gástrico (AdG) representa cerca de 95% dos casos de câncer gástrico, e está entre as neoplasias mais comuns no mundo, com alta incidência e mortalidade. Dentre os tratamentos clássicos com finalidade curativa destacam-se a cirurgia, que em geral é precedida de quimioterapia neoadjuvante para redução da massa tumoral. Diversos artigos recentes demonstram que a microbiota participa ativamente no desfecho da quimioterapia, tanto através da ativação ou inativação de drogas, ou ainda na imunomodulação da resposta do paciente o que em conjunto com o tratamento, pode afetar positiva ou negativamente o paciente. Apesar da importância da microbiota gástrica, a maioria dos estudos é restrita à bactéria H. pylori e ao vírus Epstein Bar, e pouco tem sido desvendado sobre a microbiota que de fato reside no estômago e deve ter maior relação com o AdG em comparação com aquela que é passageira, derivada de porções anteriores do trato aerodigestivo superior. Diante disto, o estudo aqui proposto tem como objetivo principal a geração de evidências que sugiram quais microrganismos estão vivos e residem na cavidade gástrica, em contraste com aqueles cujos ácidos nucléicos são encontrados livres, sem maiores evidências de presença e atividade metabólica neste local. Para isto, utilizaremos biópsias e suco gástrico de pacientes com AdG que serão analisados por estudos de metagenômica shotgun, 16S e metatranscriptômica com RNAseq. Os resultados, usando DNA e RNA de maior ou menor peso molecular, assim como dados oriundos de saliva, biópsias e de suco gástrico serão contrastados e usados como evidências do status de atividade das populações bacterianas, indicando quais microrganismos tem maior probabilidade de estarem vivos e ativos nos pacientes com AdG. Deste modo, esperamos poder contribuir para a melhor compreensão do impacto da microbiota estomacal e seu papel no câncer gástrico.

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