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Caracterização imunológica de bovinos resistentes à babesiose bovina e análise da diversidade genética de Babesia bovis e Babesia bigemina

Processo: 18/16582-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2018
Vigência (Término): 30 de setembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Zootecnia - Genética e Melhoramento dos Animais Domésticos
Pesquisador responsável:Henrique Nunes de Oliveira
Beneficiário:Paulo Vitor Marques Simas
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Jaboticabal. Jaboticabal , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:16/07216-7 - Estudo genômico e caracterização imunológica de bovinos resistentes à babesiose bovina e análise da diversidade genética de Babesia bovis e Babesia bigemina, AP.TEM
Assunto(s):Babesia bovis   Resposta imune   Babesia bigemina

Resumo

No Brasil, a tristeza parasitária bovina (TPB) acarreta perdas financeiras para a pecuária nacional que podem chegar a mais de 500 milhões de dólares anuais, principalmente devido à mortalidade, morbidade, queda da produção de leite e carne, abortos, redução de fertilidade, gastos com imunização e tratamento de animais doentes. A TPB é um complexo formado por duas enfermidades: a babesiose e a anaplasmose, causadas por agentes etiológicos diferentes, porém com sinais clínicos e epidemiologia semelhantes. A babesiose bovina é causada pelos protozoários Babesia bovis e Babesia bigemina que parasitam eritrócitos e induzem a anemia hemolítica. A ocorrência da babesiose segue a dispersão do carrapato Rhipicephalus (Boophilus) microplus, considerado o único vetor desses parasitas. O controle da TPB nos rebanhos exige a manutenção de um nível mínimo de infestação pelo carrapato vetor. A maior resistência dos animais Bos taurus indicus (zebuínos) aos carrapatos e agentes da TPB tem levado os criadores do Brasil, especialmente os de regiões de clima quente, a preferirem esses animais em detrimento dos Bos taurus taurus (taurinos), mesmo que estes últimos possam ser considerados mais produtivos ou produzirem com maior qualidade. Pesquisas têm investigado os aspectos genéticos da resistência aos carrapatos em bovinos das duas subespécies e também em seus cruzamentos. Estes estudos mostram ser possível selecionar para aumento da resistência aos carrapatos, mas como a avaliação fenotípica é difícil, raramente programas de melhoramento genético envolvem essa característica. Com relação a resistência dos bovinos à babesiose, muito pouco foi feito. Os taurinos são considerados menos resistentes, no sentido de apresentarem sinais clínicos mais evidentes e mortalidade mais elevada. O surgimento das técnicas moleculares baseadas em PCR, permitiu verificar que nas regiões em que a babesiose é endêmica, mesmo entre os zebuínos, quase 100% dos animais são portadores de B. bovis e B. bigemina. O objetivo deste estudo é avaliar as possíveis causas de variação na resistência dos bovinos às babesioses em duas raças bovinas resultantes do cruzamento entre taurinos e zebuínos. A resposta imune de bezerros da raça Canchim será estudada no primeiro ano. Nos primeiros três meses, quando os animais têm imunidade inata e imunidade conferida pela colostro, vamos estudar a frequência de transmissão transplacentária e de infecção neonatal por Babesia spp.; seguindo até 180 dias de idade, fase mais crítica para a aquisição de imunidade adaptativa; e até os 12 meses de idade, quando acredita-se que a imunidade adaptativa atingirá um ponto de estabilidade. O presente projeto está dividido em tres estudos. No primeiro , materiais biológicos serão colhidos de 50 bovinos que permitirão avaliar o processo imunológico nos períodos pré e pós desmama. Quatro medidas indicadoras da resposta imune serão obtidas: taxa de infecção pelas babésias, resposta imune humoral e celular, e expressão de genes associados ao processo imune. No estudo 2, as amostras colhidas serão utilizadas para caracterização molecular das cepas de babésias, tanto do ponto de vista genético quanto da virulência. Estas diferenças podem interferir na resposta imune e ser uma causa de variação a ser controlada na avaliação da resposta do hospedeiro. No terceiro estudo, serão elucidados aspectos da transmissão transplacentária, especialmente seu papel no desenvolvimento da imunidade adaptativa.

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