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Estudo da modulação metabólica e funcional de macrófagos pela leptina

Processo: 18/19338-5
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado Direto
Vigência (Início): 22 de janeiro de 2019
Vigência (Término): 29 de novembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia
Pesquisador responsável:Pedro Manoel Mendes de Moraes Vieira
Beneficiário:Lauar de Brito Monteiro
Supervisor no Exterior: Edward J Pearce
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Local de pesquisa : Max Planck Society, Freiburg, Alemanha  
Vinculado à bolsa:16/23328-0 - Estudo da modulação metabólica de macrófagos pela leptina, BP.DD
Assunto(s):Inflamação   Obesidade   Serina-treonina quinases TOR

Resumo

Ainda não está totalmente elucidado como condições patológicas com excesso de nutrientes (glicose e lipídios) e fatores de crescimento (leptina, insulina) na obesidade e resistência à insulina podem modular a função metabólica das células imunes. A leptina é uma adipocina produzida pelo tecido adiposo e regula a ingestão de alimentos. A concentração de leptina indica a quantidade de energia disponível para ser usada pelo organismo. A associação entre obesidade e outras condições inflamatórias / autoimunes tem sido sugerida em vários estudos observacionais. Na obesidade, a concentração de leptina é encontrada elevada, e esses valores diminuem durante a desnutrição. A leptina ativa a via de STAT3 e também a sinalização PI3K / AKT. A via PI3K / AKT resulta na ativação de mTOR, uma quinase intracelular que detecta o estado nutricional e metabólico da célula. Animais deficientes em leptina ou receptor de leptina apresentam diversas alterações metabólicas e imunológicas. A sinalização da leptina resulta na diferenciação de células TCD4 para um perfil proinflamatório, com células Th17 circulantes aumentadas. Da mesma forma, essa sinalização suprime o perfil anti-inflamatório bloqueando a diferenciação de células T reguladoras (Treg). Em camundongos e humanos obesos, observa-se uma mudança para um perfil pró-inflamatório (M1) em macrófagos residentes do tecido adiposo (ATMs) e em camundongos magros e humanos há uma predominância de macrófagos anti-inflamatórios (M2). É possível que a leptina regule indiretamente a polarização dos macrófagos, uma vez que a suplementação in vitro de leptina durante a ativação de macrófagos induz a produção de quantidades aumentadas de citocinas pró-inflamatórias. Neste projeto, usaremos um modelo de obesidade para a indução de inflamação sistêmica de baixo grau em animais com uma deleção específica do receptor de leptina em células mielóides. O mecanismo pelo qual a leptina, através da ativação de mTOR, regula o metabolismo das ATMs ainda é desconhecido. Utilizando abordagens baseadas em espectrometria de massa, pretendemos identificar vias metabólicas associadas à ativação e função de macrófagos. A compreensão dos mecanismos imunometabólicos envolvidos na patogênese dessas doenças pode levar à descoberta de novas vias induzidas pela inflamação dependentes de metabolismo, bem como novas abordagens terapêuticas.