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Efeito de probióticos do gênero Lactobacillus sobre a modulação do inflamassoma e da perda óssea alveolar promovida por periodontite induzida em camundongos saudáveis

Processo: 18/02318-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2018
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia - Periodontia
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Marcia Pinto Alves Mayer
Beneficiário:Amália Cristina de Souza Cataruci
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:15/18273-9 - Novas estratégias para o controle das periodontites, AP.TEM
Assunto(s):Probióticos   Microbiologia   Periodontite   Lactobacillus   Inflamassomos

Resumo

O emprego dos probióticos na área da saúde é extensamente conhecido, mas os mecanismos envolvidos no controle de doenças inflamatórias, como a periodontite, ainda são pouco explorados. Bactérias probióticas podem promover a modulação da resposta imune de mucosa e sistêmica, em condições de saúde ou doença. Estudos prévios in vitro de nosso laboratório revelaram que probióticos do gênero Lactobacillus são capazes de interferir na formação do biofilme multiespécie formado por Porphyromonas gingivalis e espécies de Streptococcus, além de interferir nos processos de adesão e invasão em células epiteliais e na resposta destas células ao patógeno periodontal. Além disso, nossos dados sugerem diferenças na capacidade de probióticos do gênero Lactobacillus modularem a resposta de inflamassomas. Apesar dos inflamassomas serem considerados benéficos, por levarem a uma resposta contra patógenos e sinais de perigo endógenos, a sua desregulação pode levar a doenças inflamatórias. Os tecidos gengivais de pacientes com periodontite crônica apresentam inflamassomas ativados mediados por NRLP3. O patógeno periodontal P. gingivalis ativa inflamassomas em células epiteliais gengivais (GECS) e macrófagos dependentes dos receptores citoplasmáticos NRLP3 e AIM2. Nossos dados iniciais mostraram que P. gingivalis foram capazes de induzir a produção de IL-1² e a expressão de NLRP3, e este efeito foi atenuado nas células desafiadas por P. gingivalis quando em cocultura com a cepa probiótica L. acidophilus LA5, mas exacerbado pela cepa L. rhamnosus LR32. O presente estudo visa determinar a capacidade de duas cepas probióticas do gênero Lactobacillus (L. acidophilus LA5 e L. rhamnosus LR32) de modularem a ativação do inflamassoma induzida pela microbiota periodontopatogênica e controlar a destruição dos tecidos periodontais em ensaios com modelos animais normoglicêmicos. As cepas probióticas serão testadas em modelo animal de periodontite experimental induzida por infecção oral polimicrobiana (P. gingivalis, Prevotella intermedia e S. gordonii) em camundongos C57Bl6 normoglicêmicos. Após a eutanásia, serão analisados os níveis de IL- 1², IL-17 e IL-18 por ELISA, a expressão de genes que codificam receptores intra e extracelulares e citocinas por RT-qPCR, a ativação de caspase 1 e a liberação de IL-1² ativa nos tecidos gengivais, além da perda óssea alveolar por microCT. Justificativa: A periodontite é uma doença inflamatória induzida pela microbiota disbiótica. Estratégias para recuperar o equilíbrio microbiano e controlar a inflamação devem ser consideradas no tratamento e prevenção da doença. O presente estudo irá avaliar a possibilidade de probióticos controlarem a periodontite usando cepas probióticas com propriedades distintas sobre a resposta do hospedeiro, o que poderá não somente indicar a amostra com maior potencial de controle da doença periodontal em humanos, mas também ajudar a elucidar os mecanismos associados a resposta imune destrutiva.