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Avaliação do metabolismo celular em células mononucleares de sangue periférico tolerantes à endotoxina

Processo: 18/19855-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de novembro de 2018
Vigência (Término): 31 de outubro de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Reinaldo Salomão
Beneficiário:Mônica Bragança Sousa
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:17/21052-0 - Sepse: mecanismos, alvos terapêuticos e epidemiologia, AP.TEM
Assunto(s):Infectologia   Metabolismo celular   Sepse   Células mononucleares   Imunomodulação   Escores de disfunção orgânica   Endotoxinas   Tolerância   Resposta imune

Resumo

Sepse é a principal causa de óbito em UTI e pode ser definida como uma resposta desregulada do hospedeiro à infecção, o que causa disfunção orgânica. Dados recentes apontam que pacientes sépticos exibem tanto supressão imunológica quanto inflamação simultaneamente, ou seja, há uma modulação da resposta imune. Diversos estudos mostram a importância do metabolismo energético na regulação imunológica, por exemplo, diferentes células das respostas inata e adaptativa quando ativadas trocam a fosforilação oxidativa pela glicólise aeróbia, fenômeno conhecido como efeito Warburg, e isso implica na função dessas células. Há evidências de que a reprogramação celular na sepse tenha relação com o metabolismo celular. A imunomodulação que ocorre em leucócitos de pacientes sépticos é semelhante à reprogramação observada no modelo de tolerância à endotoxina, no qual a pré-exposição ao LPS inibe a resposta biológica a uma re-exposição a altas doses de LPS. Diferentes estudos mostram que o efeito da pré-exposição está relacionado a mudanças metabólicas, entretanto há poucos estudos que demonstram como a mudança metabólica está relacionada à imunomodulação observada após a re-exposição ao LPS. Assim o objetivo desse projeto é analisar como o metabolismo celular está relacionado à resposta observada no modelo de tolerância em células mononucleares de sangue periférico. A tolerância ao LPS será avaliada pela produção de citocinas pró-inflamatórias por citometria de fluxo. O metabolismo celular será avaliado pela dosagem de ATP, NAD e Lactato, além do consumo de oxigênio e acidificação extracelular. Entender como a mudança metabólica ocorre após a indução de tolerância e como essa mudança se relaciona à reprogramação celular pode auxiliar no entendimento das alterações de função que ocorrem nos leucócitos de pacientes sépticos.