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Análises isotópicas pareadas de enxofre e carbono em rochas carbonáticas ediacaranas brasileiras e inferências sobre os ciclos biogeoquímicos marinhos no Gondwana Ocidental

Processo: 18/19302-0
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2019
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geologia
Pesquisador responsável:Marly Babinski
Beneficiário:Sergio Caetano Filho
Supervisor no Exterior: Magali Ader
Instituição-sede: Instituto de Geociências (IGC). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : Institut de physique du globe de Paris, França  
Vinculado à bolsa:16/11496-5 - Ciclos biogeoquímicos de enxofre e carbono no Ediacarano e seu registro em sucessões sedimentares brasileiras, BP.DR
Assunto(s):Geoquímica isotópica   Biogeoquímica   Paleoambientes   Ciclo do carbono

Resumo

Grandes inovações biológicas e anomalias geoquímicas caracterizam o Período Ediacarano, no final do Neoproterozoico, as quais são relacionadas a oxigenação final da superfície terrestre. Isótopos estáveis de carbono e enxofre são ferramentas chave para inferências de eventos de oxidação em paleoambientes marinhos, associados no registro geológico ao aparecimento de assembleias de metazoários complexos. Apesar da existência de intervalos pontuais no Ediacarano nos quais anomalias globais de carbono e enxofre ocorrem acopladas, estudos recentes apontam para modelos geoquímicos complexos que variam de bacia para bacia devido a controles paleogeográficos/paleoambientais locais. Estes resultados justificam a necessidade de estudos de geoquímica isotópica integrados a uma abordagem sedimentológica/estratigráfica adequada. Por este motivo, o presente projeto de doutorado intitulado "Ciclos biogeoquímicos de enxofre e carbono no Ediacarano e seu registro em sucessões sedimentares brasileiras" (FAPESP #2016/11496-5) investiga dois contextos Ediacaranos diferentes no registro brasileiro, visando fornecer e comparar a evolução isotópica pareada de carbono e enxofre para cada contexto. No centro-leste brasileiro, o Grupo Bambuí, Bacia do São Francisco, corresponde a uma bacia de antepaís ediacarana com um registro fóssil escasso e grandes anomalias isotópicas de carbono provavelmente associadas a um contexto marinho restrito. Por sua vez, o Grupo Corumbá, Faixa Paraguai Sul (centro-oeste brasileiro), apresenta um registro fóssil rico em uma plataforma carbonática ediacarana dinâmica. O estudo isotópico pareado de carbono e enxofre (pares carbono orgânico-carbonato e sulfeto-sulfato) permitirá inferências acerca dos ciclos biogeoquímicos de carbono e enxofre para cada um desses contextos referentes ao Gondwana Ocidental (ambiente marinho restrito vs aberto). Isto levará a avanços na reconstrução da dinâmica geoquímica e distribuição da biota nos ambientes marinhos do Ediacarano. Este pedido de Bolsa de Estágio de Pesquisa no Exterior (BEPE) visa o desenvolvimento das atividades no Departamento de Geoquímica de Isótopos Estáveis do Institut de Physique du Globe de Paris, França, o qual apresenta condições científicas excelentes para a execução de análises isotópicas de carbono e enxofre aplicadas a estudos paleoambientais.

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