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Sistema renina-angiotensina encefálico: efeitos da desnervação sinoaórtica e do exercício em ratos hipertensos

Processo: 18/12280-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de novembro de 2018
Vigência (Término): 31 de outubro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Lisete Compagno Michelini
Beneficiário:Louisi Almeida Manica
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Fisiologia cardiovascular   Sistema renina-angiotensina   Sistema nervoso autônomo   Angiotensina II   Hipertensão   Núcleo hipotalâmico paraventricular   Pressoreceptores   Treinamento aeróbio   Imuno-histoquímica   Modelos animais

Resumo

Trabalhos do nosso e outros grupos indicaram que o estabelecimento da hipertensão arterial é acompanhado de disfunção autonômica e hiperatividade do Sistema Renina Angiotensina (SRA) no tecido cerebral. Indicaram também que níveis elevados de Angiotensina II (Ang II) contribuem para a hipertonia simpática a qual, por sua vez, perpetua a hipertensão, e, que a redução dos valores da pressão arterial (PA) encontrava-se associada ao bloqueio do SRA. Em trabalho anterior também demonstramos que o treinamento aeróbio de baixa a moderada intensidade (T) em ratos espontaneamente hipertensos (SHR) reduz a atividade do SRA em áreas autonômicas, aumenta o ganho do reflexo barorreceptor, reduz a atividade simpática periférica, os valores basais de PA e frequência cardíaca (FC) e que estes efeitos eram bloqueados pela desnervação sinoaórtica (DSA, Serroni at al, 2009). Demonstramos ainda que a DSA reduzia a tonicidade de neurônios pré-autonômicos do Núcleo Paraventricular do Hipotálamo (PVN), sugerindo a importância da atividade periférica induzida pelo exercício e carreada pelos barorreceptores e quimiorreceptores periféricos em reduzir a atividade simpática. Não sabemos se a atividade desses receptores poderia também interferir com a expressão do SRA cerebral, um importante condicionante da hipertonia simpática nos SHR. Para identificar a possível participação do SRA na gênese destas respostas, avaliaremos os efeitos da DSA e do T sobre a hemodinâmica basal, a sensibilidade do reflexo barorreceptor, a expressão proteica do Angiotensinogênio (Aogen), da Enzima Conversora de Angiotensina (ECA), da Enzima Conversora da Angiotensina 2 (ECA 2) e da expressão de receptores AT1 e MAS no PVN. SHR submetidos à DSA ou cirurgia Sham serão, após recuperação, submetidos aos protocolos de T (50-60% da capacidade física máxima, 1h/dia, 5 dias/semana) ou sedentarismo (S) por 8 semanas. Ao final dos protocolos serão canulados para registro da PA e FC basais, seguido da confirmação da DSA através da infusão i.v de drogas vasoativas (fenilefrina e nitroprussiato de sódio). Os animais serão anestesiados para perfusão, fixação e remoção do cérebro, que será pós-fixado e armazenado até o processamento pela técnica de imunohistoquímica para quantificação dos diferentes componentes do SRA.