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Adipócitos bege - uma ferramenta potencial contra a obesidade e o diabetes?

Processo: 18/18815-4
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2019
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Sandro Massao Hirabara
Beneficiário:Tamires Duarte Afonso Serdan
Supervisor no Exterior: Barbara Cannon
Instituição-sede: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde. Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : Stockholm University, Suécia  
Vinculado à bolsa:16/14529-1 - Metabolismo do tecido adiposo marrom em modelos de resistência à insulina: ratos Goto-Kakizaki e Wistar obesos, BP.DD
Assunto(s):Diabetes mellitus   Obesidade   Metabolismo

Resumo

O balanço de energia é definido por dois componentes: consumo de energia e gasto de energia. Mesmo pequenas perturbações crônicas em qualquer um desses dois componentes pode levar a um aumento (obesidade) ou diminuição no peso corporal. A obesidade não é apenas um problema significativo em si, mas é também um importante indutor de diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e certas formas de câncer. Atualmente, não há tratamento satisfatório para a obesidade e, na realidade, há pouca compreensão da causa da obesidade, exceto pela afirmação autoevidente de que ela surge de um desequilíbrio entre o consumo de energia e o gasto de energia. A presença de dois tipos distintos de tecido adiposo, que têm funções opostas, é conhecida há décadas. O tecido adiposo branco (TAB) é o principal tecido de armazenamento de energia, enquanto o tecido adiposo marrom (TAM) dissipa energia como calor e é necessário para a termorregulação sem tremores. Dentro dos depósitos de tecido adiposo branco clássico, um tipo particular de adipócitos às vezes ocorre. Esses adipócitos manifestam várias características clássicas dos adipócitos marrons, principalmente a presença da UCP1 (proteína desacopladora-1) e, por meio dela, a capacidade de dissipar energia, queimar alimentos e, assim, contrabalançar o desenvolvimento da obesidade. A identificação de um novo tipo de adipócito, isto é, os adipócitos bege, que possuem a capacidade de aumentar o gasto energético e estão localizados nos próprios depósitos do TAB, forneceu uma base para estudar novas oportunidades, tanto para contrabalançar o desenvolvimento de obesidade e talvez até diminuindo em pessoas já obesas. No entanto, essas células não expressam todos os genes encontrados nos adipócitos marrons clássicos e apresentam uma ontogenia distinta e uma localização anatômica específica. Assim, esse tipo particular de célula adiposa não pode ser classificado como marrom ou branco. O objetivo do estudo aqui descritos é compreender o significado funcional das distintas populações de adipócitos bege, buscando elucidar o significado funcional de populações distintas de adipócitos bege; o significado funcional de determinados genes seletivos de adipócitos bege; o potencial benefício terapêutico dos adipócitos bege. Investigaremos os seguintes parâmetros: 1) Caracterização funcional de adipócitos bege pela avaliação da atividade termogênica dependente de UCP1 e da utilização de substratos energéticos, 2) expressão e regulação específica de genes em adipócitos bege e marrom e 3) benefício terapêutico potencial de adipócitos bege no metabolismo sistêmico de glicose e lipídios e sensibilidade à insulina. Considerando as vastas implicações médicas da epidemia da obesidade, até mesmo uma melhoria modesta do balanço energético pode ser importante. Os estudos de adipócitos bege aqui propostos poderiam representar um meio de desenvolver métodos para realizar tal melhoria.