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Saúde humana e adaptação à mudança climática no Brasil: a ciência dos dados como abordagem

Processo: 18/20034-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de outubro de 2018
Vigência (Término): 31 de julho de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica
Pesquisador responsável:Eliana Cotta de Faria
Beneficiário:Luiza Marchezan Bezerra
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:17/20013-0 - Saúde humana e adaptação a mudanças climáticas no Brasil: a ciência dos dados como abordagem, AP.PFPMCG.R
Assunto(s):Patologia clínica   Avaliação do impacto na saúde   Mudança climática   Análise de dados   Campinas (SP)

Resumo

Alterações climáticas e eventos extremos podem interferir na saúde, no bem-estar e no desfecho de doenças em seres humanos. Assim, esta proposta visa determinar se e como as mudanças climáticas afetam parâmetros de saúde na cidade de Campinas, São Paulo, Brasil, com foco especial nos efeitos de condições climáticas extremas e sua relação com estados patológicos. Avaliaremos os resultados dos exames clínicos, laboratoriais e dados epidemiológicos de amostras populacionais de serviços de Saúde Pública e também dados epidemiológicos disponíveis no Sistema de Informação do Sistema Único de Saúde. Para isso, propomos o uso da abordagem de Ciência dos Dados para confrontar as mudanças nas variáveis clínicas e também para propor modelos climáticos associados aos resultados desfavoráveis esperados sobre a saúde. Prevemos que as principais contribuições deste estudo serão: a) Fornecer uma unificação, armazenamento e acesso adequados às bases de dados existentes atualmente disseminadas em diferentes centros; b) Avançar no conhecimento regional atual sobre os impactos das mudanças climáticas sobre a morbidade e mortalidade de doenças cardiovasculares, respiratórias, hematológicas e em oncologia; c) Apresentar modelos climáticos preditivos capazes de indicar medidas atuais e futuras de saúde preventiva; d) Promover a inserção de diretrizes de Saúde Pública na aplicação de políticas de mitigação, através de avisos claros que acelerem os processos governamentais na tomada de decisão; e) Fornecer ferramentas de visualização específicas para eventos climáticos e de saúde, favorecendo novos estudos locais e regionais no Brasil e para entender os mecanismos fisiopatológicos e adaptativos ao estresse climático.