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Alterações estruturais de conchas e respostas bioquímicas em LAPAS como biomarcadores de contaminação ambiental

Processo: 18/08015-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2018
Vigência (Término): 30 de setembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Oceanografia - Oceanografia Química
Pesquisador responsável:Ítalo Braga de Castro
Beneficiário:Cyntia Ayumi Yokota Harayashiki
Instituição-sede: Instituto de Saúde e Sociedade (ISS). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Baixada Santista. Santos , SP, Brasil
Assunto(s):Bioquímica   Poluição   Gastropoda   Ecotoxicologia   Biomarcadores

Resumo

Ambientes aquáticos costeiros podem ser impactados devido a diferentes atividades antropogênicas, consequentemente organismos que habitam estas áreas são frequentemente expostos a uma mistura de substâncias químicas perigosas. Recentemente, estudos realizados em zonas costeiras sul-americanas demonstraram que lapas coletadas em ambientes com diferentes níveis de contaminação apresentam alterações morfológicas em conchas, sugerindo elevado potencial para serem utilizadas como biomarcadores de contaminação. Entretanto, poucos estudos experimentais e temporais foram realizados até o momento a fim de validar universalmente essa ferramenta para uso em estudos de monitoramento. A presente proposta pretende investigar a relação de parâmetros morfológicos e estruturais de conchas de Lottia subrugosa com respostas bioquímicas em tecidos moles sob cenários experimentais e temporais de contaminação. O estudo experimental será realizado através do transplante de organismos de áreas não poluídas para zonas altamente contaminadas previamente identificadas no litoral paulista. A avaliação temporal empregará a comparação entre conchas depositadas em coleções zoológicas e organismos recentes. Os resultados obtidos a partir desse estudo poderão permitir a validação dessas ferramentas como biomarcadores de contaminação ambiental para zonas costeiras. Adicionalmente, considerando que proteínas de conchas podem ser preservadas por até 1 milhão de anos, a abordagem temporal proposta pode auxiliar em reconstruções temporais da toxicidade ambiental. Finalmente, a execução desse projeto permitirá a fixação de uma doutora recém-formada pela Southern Cross University (Austrália) e com experencia na área de ecotoxicologia em uma instituição do Estado de São Paulo.