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Resposta de células pulpares a aplicação de acroleína e seu efeito na estabilidade mecânica da união resina-dentina

Processo: 18/14105-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2018
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia - Materiais Odontológicos
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Josimeri Hebling
Beneficiário:Lays Nóbrega Gomes
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia (FOAr). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Assunto(s):Envelhecimento   Resistência à tração   Reabilitação bucal   Dentina   Toxicidade   Acroleína

Resumo

A camada híbrida é considerada o elo mais frágil da união resina-dentina, a despeito de seu importante papel na retenção do material restaurador e no selamento dentinário. A resistência da camada híbrida aos processos de degradação hidrolítica e enzimática é o reflexo da resistência individual de seus componentes, resina e colágeno. Dessa forma, o presente trabalho tem como objetivos: (1) avaliar a citotoxicidade da acroleína sobre células pulpares e (2) seu efeito biomodificador do colágeno sobre a estabilidade mecânica da união resina-dentina. Para responder ao primeiro objetivo, discos de dentina com 0,4 mm de espessura (n=54) serão obtidos de molares humanos hígidos e individualmente adaptados em câmaras pulpares artificiais (CPAs). Células odontoblastóides MDPC-23 serão semeadas na superfície pulpar desses discos, em meio de cultura DMEM. A superfície oclusal será condicionada com ácido fosfórico por 15 segundos, seguido de lavagem e remoção do excesso de umidade com papel absorvente. Sobre a dentina condicionada serão aplicadas as seguintes soluções (n=9): água deionizada (controle negativo), 0,005% acroleína, 0,01% acroleína, 0,02% acroleína, 5% glutaraldeído ou 3% peróxido de hidrogênio (controle positivo). Decorridos 60 segundos de contato com a dentina, o excesso das soluções será removido e as CPAs mantidas em incubadora por 24 horas. Em seguida, será avaliada a viabilidade das MDPC-23 (alamarBlue) aderidas na parede pulpar dos discos e será coletado o meio condicionado (extrato) para aplicação em novas células MDPC-23 e sobre células HDPC (human dental pulp cells) previamente cultivadas em placas de cultura. Essas células serão utilizadas para análises de viabilidade celular (alamarBlue), atividade de fosfatase alcalina (ensaio da timolftaleína), formação de matriz mineralizada (Alizarin red), análise do estrese oxidativo e expressão gênica de ALPL, DSPP, DMP1, MMP2, MMP9 e IL1b (RT-qPCR). Para responder ao segundo objetivo, trinta superfícies planas de dentina produzidas em molares humanos hígidos serão distribuídas de acordo com o tratamento da dentina (n=10): água deionizada (controle), acroleína (cuja concentração será selecionada a partir dos testes biológicos) ou glutaraldeído 5%. As soluções serão aplicadas sobre a dentina condicionada com ácido fosfórico, mantidas por 60 segundos, enxaguadas com água deionizada e o excesso de umidade será removido com papel absorvente. Sobre a superfície úmida, será aplicado o sistema adesivo Single Bond 2 seguido da construção de um bloco de resina composta. Espécimes na forma de palitos com área de secção transversal de 0,81 mm2 serão obtidos de cada dente, os quais serão aleatoriamente divididos em 2 grupos. Em um grupo, os espécimes serão submetidos ao ensaio mecânico de microtração imediatamente após sua obtenção. No outro grupo, os espécimes serão envelhecidos em solução do tipo saliva por 6 meses antes de serem tracionados. Na sequência do ensaio de microtração, as fraturas serão classificadas em adesiva, mista, coesiva em dentina ou coesiva da resina. O conjunto de dados de cada variável resposta do estudo será avaliado quanto a sua aderência a curva normal e os fatores de variação quanto a presença de homocedasticidade. Testes estatísticos serão selecionados em função do preenchimento ou não desses requisitos. O nível de significância estabelecido para as inferências estatísticas será de 5%.