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Documentário e autobiografia sob o risco do tempo: filmar-se sendo

Processo: 18/12740-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2018
Vigência (Término): 31 de outubro de 2021
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Artes - Cinema
Pesquisador responsável:Henri Pierre Arraes de Alencar Gervaiseau
Beneficiário:Gabriel Kitofi Tonelo
Instituição-sede: Escola de Comunicações e Artes (ECA). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):19/17689-8 - Temporalidade e Narrativa no Documentário Autobiográfico Estadunidense, BE.EP.PD
Assunto(s):Autobiografias   Temporalidade

Resumo

Este texto apresenta um projeto de pesquisa que problematiza a questão da temporalidade em narrativas documentárias autobiográficas. Diante das particularidades ontológicas das imagens-câmera e dos processos de construção fílmico-narrativos, o cinema documentário apresentou perspectivas para o ato autobiográfico em materialidades até então inexploradas e inacessíveis. Entre elas, o elemento "tempo" apresentou-se como um dos principais pontos de instigação de diversos documentários autobiográficos. O estudo da temporalidade em narrativas autobiográficas confere um ponto de adensamento conceitual a tal produção, dando continuidade à análise histórica e teórica desenvolvida em nossa pesquisa de doutorado (processo FAPESP 2013/08742-6). Em documentários autobiográficos, o manejo narrativo da temporalidade reconfigurou processos representativos de noções como as de "passado", "presente" e "futuro" se em comparação à escrita a respeito de si próprio em outros sistemas de expressão, como a literatura. Com a câmera e o gravador de som em mãos, como seria possível "filmar-se sendo"? Em contraponto à transposição da experiência vivida no sistema simbólico das palavras e da linguagem literária, um cineasta-autobiógrafo poderia narrar autobiograficamente "no tempo presente"? Como narrativas documentárias reconfiguram o aspecto do resgate da memória, tão caro à escrita autobiográfica? Diante das propriedades indiciais do cinema, como os documentários poderiam cristalizar experiência vivida na expectativa de preservá-la para o futuro? A análise de tais questões será realizada a partir do debruçamento a cinco importantes obras do gênero, realizadas por Ed Pincus, Jonas Mekas, Marlon Riggs, Tom Joslin e Ross McElwee.

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
CHAVES, RENAN PAIVA; TONELO, GABRIEL KITOFI; WILLIAMS, DEANE MARTIN. Essie Coffey's My Survival as an Aboriginal (1978) and My life as I live it (1993): autobiographical documentary and the socio-political struggle of an Aboriginal, Black woman. STUDIES IN DOCUMENTARY FILM, v. 14, n. 3, p. 228-245, SEP 1 2020. Citações Web of Science: 0.

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