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João Mendes Ribeiro: intersecções entre arquitetura e cenografia

Processo: 18/12100-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2018
Vigência (Término): 31 de julho de 2020
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Arquitetura e Urbanismo - Projeto de Arquitetura e Urbanismo
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Marta Vieira Bogéa
Beneficiário:Nathalia Valença Duran
Instituição-sede: Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Estudos interdisciplinares   Cenografia

Resumo

Este projeto de pesquisa pretende estudar a obra do arquiteto português João Mendes Ribeiro (Coimbra, 1960), a partir das relações entre arquitetura e cenografia, buscando reconhecer traços que persistem nos dois modos de atuação, ou seja, a intersecção dessas disciplinas e suas possíveis correspondências. Visa reconhecer a produção de arquitetura e cenografia e se atém a algumas obras, nas quais elementos arquitetônicos e cenográficos se aproximam no modo de delinear novas paisagens. O faz, inicialmente, por meio das seguintes obras: Cenografia da peça "Uma visitação" (1995), Centro de Artes Visuais (1997-2003), Cenografia/mobiliário "OR Mala-mesa" (1998) e Casa Robalo Cordeiro (2009). A análise se dá atenta a repercussão da ação arquitetônica nas obras cenográficas e na influência do raciocínio empregado na cenografia sobre a materialidade do projeto de arquitetura.Nesse contexto, a pesquisa busca compreender os recursos teóricos, metodológicos e técnicos que possibilitaram a relação e influências recíprocas entre esses dois campos - arquitetura e cenografia. Com base no estudo desses projetos e na literatura que aborda os conceitos de interdisciplinaridade, como o conceito de "campo ampliado" de Rosalind Krauss (1998) e sua influência na arquitetura, analisada por Anthony Vidler (2001), a observância de limites disciplinares de Bernard Tschumi (1981), a intersecção entre arquitetura e arte de Hal Foster (2015) e na atenção a indissociabilidade entre paisagens humanas e materiais na distinção de espaço e lugar (SANTOS, 2008).