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Descoberta de potências biomarcadores da Doença de Chagas em urina utilizando técnicas de espectrometria de massas

Processo: 18/13283-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2018
Vigência (Término): 31 de agosto de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Química de Macromoléculas
Pesquisador responsável:Giuseppe Palmisano
Beneficiário:Gilberto Santos de Oliveira
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:14/06863-3 - Modificações pós-traducionais para o diagnóstico de câncer e doenças parasitárias: abordagens metodológicas e implicações biológicas, AP.JP
Assunto(s):Espectrometria de massas   Biomarcadores   Doença de Chagas   Trypanosoma cruzi   Urina   Proteínas

Resumo

Descoberto e caracterizado em 1909 por Carlos Chagas, o Trypanosoma cruzi é o agente etiológico da Doença de Chagas. Durante a fase crônica da Doença de Chagas, onde a parasitemia é baixa, o diagnóstico se baseia na busca de anticorpos contra os antígenos de T. cruzi no sangue. Para aumentar a certeza do resultado recomenda-se o uso de pelo menos dois métodos sorológicos (geralmente ensaio ELISA, Imunofluorescência Indireta ou Hemaglutinação Indireta) para a confirmação de diagnóstico. Embora os ensaios mencionados sejam de uso amplamente difundido, nenhum deles possui suficiente especificidade para definir o diagnóstico isoladamente, especialmente em pacientes provenientes de regiões onde há sobreposição geográfica com outros parasitos, especialmente do gênero Leishmania ou T. rangeli. Uma alternativa de interesse que foi levantada por alguns autores na década de oitenta é a busca de moléculas de interesse diagnóstico (anticorpos, antígenos ou imunocomplexos) na urina de pacientes. Durante os últimos anos técnicas de proteômica têm sido aplicadas a muitos campos da Medicina. Uma das aplicações é na Nefrologia para o melhor entendimento da fisiologia renal, explorar a complexidade de mecanismos de doenças e para identificar novos biomarcadores. Além do mais, a maioria das proteínas na urina são glicosiladas e suas propriedades são únicas fazendo delas uma importante fonte de biomarcadores. De maneira geral, percebe-se que apesar dos avanços significativos nos métodos de diagnósticos para a detecção da infecção por T. cruzi, há algumas lacunas que ainda precisam ser preenchidas. O fato de que a sorologia convencional para busca de anticorpos IgGs manter-se-á positiva ao longo da vida do paciente, mesmo após tratamento devido a persistência da resposta imune humoral, é uma limitação, já que não permite ter um critério confiável de cura. Por outro lado, a falta de um sistema rápido e confiável para acompanhar a evolução do tratamento, gera sérias limitações para avaliar o desempenho de novos protocolos de tratamento com fármacos já existentes ou de novos fármacos. Em função dessas limitações, propõe-se desenvolver e validar novos métodos de diagnóstico baseado em espectrometria de massas para a detecção da infecção pelo T. cruzi utilizando a urina como fonte de biomarcadores. (AU)