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Dilemas atlânticos: as ressonâncias da Guerra Civil Americana no pensamento e na prática política do Visconde de Jequitinhonha

Processo: 18/16124-4
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência (Início): 14 de janeiro de 2019
Vigência (Término): 30 de julho de 2019
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História do Brasil
Pesquisador responsável:Ricardo Figueiredo Pirola
Beneficiário:Sebastião Eugenio Ribeiro de Castro Junior
Supervisor no Exterior: Sidney Chalhoub
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Local de pesquisa : Harvard University, Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:17/11799-0 - Dimensões da cor e faces da política no Segundo Reinado: um estudo a partir da trajetória do Visconde de Jequitinhonha, BP.DR
Assunto(s):História do Brasil Império   Política   Escravidão   Negros

Resumo

Estudos recentes têm apontado para o profundo impacto das notícias sobre a eclosão e os desdobramentos da Guerra Civil americana (1861-1865) sobre os debates sobre raça, abolição e cidadania no Brasil escravista. Muito poucos, no entanto, foram os pesquisadores que se aventuraram a explorar o tema por meio das tramas de um destino individual. A proposta apresentada nas páginas a seguir pretende-se uma forma de encarar o desafio. Consiste, na realidade, em um desdobramento de meu projeto de Doutorado, intitulado Dimensões da cor e faces da política no Segundo Reinado: um estudo a partir da trajetória do Visconde de Jequitinhonha (PROCESSO n. 2017/11799-0). Nesse sentido, também ela se faz ancorada nos trânsitos e experiências de um sujeito específico. Trata-se de Francisco Gê Acaiaba Montezuma: homem livre, dito "de cor", com excelente trânsito nos círculos palacianos e reconhecida participação na construção do Estado imperial brasileiro. Acompanhada com grande interesse por figuras como nosso personagem, o conflito que jurou de morte a escravidão em solo americano contribuiu para a sensível ampliação das discussões em torno dos significados da liberdade e da cidadania em diversas regiões do mundo atlântico. Por isso mesmo, contribuiu para a abertura de um amplo leque de reflexões sobre o papel desempenhado pelas marcas e memórias da escravidão no delineamento de hierarquias costumeiras e na produção de diferentes identidades e formas de pertencimento social. Não à toa, tudo indica que repercutiu, com grande força, sobre o pensamento e a prática política do Visconde de Jequitinhonha. Em que medida? De que maneiras? Com quais efeitos práticos? À luz de cartas particulares, ofícios diplomáticos, e de debates públicos sobre os caminhos da escravidão no continente americano, são essas as perguntas que pretendo responder por meio da pesquisa que aqui proponho.