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Identificação de aldicarb em carnívoros selvagens atropelados em rodovias do estado de São Paulo

Processo: 18/17300-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de novembro de 2018
Vigência (Término): 30 de setembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Patologia Animal
Pesquisador responsável:Jose Luiz Catao Dias
Beneficiário:Marina Pellegrino da Silva
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Patologia comparada   Agrotóxicos   Carbamatos   Aldicarb   Intoxicação   Animais selvagens   São Paulo

Resumo

A agropecuária é um dos setores econômicos que mais contribui para a economia brasileira, sendo fundamental para o desenvolvimento socioeconômico e para a produção de alimentos nacional e mundial. Assim, para conseguir manter ou mesmo aumentar sua produtividade, os agricultores e pecuaristas rurais fazem uso de recursos tecnológicos, como as estradas e os insumos agrícolas, como os pesticidas, tornando o Brasil o maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Além disso, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente, o Brasil também ocupa o primeiro lugar em biodiversidade, com mais de 103.870 e 43029 espécies animais vegetais conhecidas, respectivamente. Assim, aumenta-se o risco da exposição de uma grande variedade de espécies da fauna brasileira a níveis tóxicos de pesticidas, caso sejam manipulados e aplicados de forma errada ou tendo seu uso desviado de forma ilegal para outros fins. Devido ao grande número de casos de intoxicações humana e animal e por sua elevada toxicidade e perigo para a saúde pública, alguns compostos, como o carbamato aldicarb, tiveram sua comercialização e uso proibidos na Europa, Estados Unidos e Brasil. Porém, mesmo após sua proibição, casos de intoxicação por estes produtos continuaram a ser registrados. Dessa forma, o presente projeto de pesquisa busca identificar a presença de aldicarb em amostras biológicas de carnívoros selvagens atropelados em duas rodovias do estado de São Paulo. Os cadáveres serão submetidos à necropsia, com coleta de amostras de fígado, humor aquoso e conteúdo estomacal para avaliação toxicológica por meio do HPLC (cromatografia líquida de alta eficiência) e subsequente avaliação histopatológica hepática dos animais positivos. Esperamos que os resultados deste projeto possam contribuir para a identificação deste agrotóxico em espécies de carnívoros selvagens acometidas por atropelamento e, desta forma, auxiliar na elaboração do cenário atual da presença desta substância em regiões do estado de São Paulo.