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A crença em feitos milagrosos no Brasil (séculos XVII e XVIII)

Processo: 18/16380-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2018
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História do Brasil
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Jean Marcel Carvalho França
Beneficiário:Lucas de Almeida Semeão
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (FCHS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Franca. Franca , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/14786-6 - Escritos sobre os novos mundos: uma história da construção de valores morais em Língua Portuguesa, AP.TEM
Assunto(s):Catolicismo

Resumo

A crença em eventos miraculosos foi muito comum entre as gentes do Brasil dos tempos da colônia. Um dos atores centrais dessa prática eram os intercessores, homens que atuavam como uma espécie de "ponte" entre Deus e os fiéis, interpelando o primeiro em nome dos segundos. A prova da expressividade desta crença é a quantidade de vezes em que acontecimentos milagrosos foram citados nos diversos escritos em língua portuguesa produzidos durante o período colonial, indicando que o evento milagroso era parte corriqueira do cotidiano de diversos colonos. Muitos dos intermediadores de milagres eram santos e santas já conhecidos no mundo cristão, entretanto, a partir do último quartel do século XVI, mas de maneira mais significativa no início do XVII, os mártires e varões insignes do processo de colonização passaram a aparecer nas narrativas como realizadores de portentos miraculosos. Tal presença cresceu notadamente ao longo do século, todavia, na virada do Seiscentos para o Setecentos, houve uma nova alteração: a diminuição gradual das narrativas milagrosas com menções a mártires e varões insignes e a diversificação dos agentes do milagre. O objetivo desta pesquisa é compreender essas variações, por meio de algumas questões colocadas à documentação da época (séculos XVII e XVIII): o que a crença nos milagres representou no cotidiano das pessoas em uma época marcadamente religiosa, como os séculos XVII e XVIII no Brasil? O que era entendido como um milagre? Por meio de quem e por quais difusores esta crença era transmitida?; Quem realizava os milagres?; Quem os recebia? Haviam lugares e momentos privilegiados de ocorrências milagrosas? É possível construir uma tipologia dos feitos miraculosos? E, finalmente, quem intercedia - quando havia intercessores - esses feitos milagrosos?

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
SEMEÃO, Lucas de Almeida. Milagres no Brasil (séculos XVI-XVIII). 2020. Dissertação de Mestrado - Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" Faculdade de Ciências Humanas e Sociais..

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