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Arsênio e arroz: monitoramento e estudos de (bio)remediação para segurança alimentar

Processo: 18/21494-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de novembro de 2018
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Análise Toxicológica
Pesquisador responsável:Bruno Lemos Batista
Beneficiário:Camila Neves Lange
Instituição-sede: Centro de Ciências Naturais e Humanas (CCNH). Universidade Federal do ABC (UFABC). Ministério da Educação (Brasil). Santo André , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:14/05151-0 - Arsênio e arroz: monitoramento e estudos de (bio)remediação para segurança alimentar, AP.JP
Assunto(s):Segurança alimentar   Arroz   Solos   Arsênio   Biorremediação

Resumo

O arsênio (As) é considerado o xenobiótico mais tóxico segundo a Agência para Registro de Substâncias Tóxicas e Doenças nos Estados Unidos. Dentre as espécies químicas presentes na natureza, as inorgâncias (As3+ e As5+) são as mais tóxicas ao homem e as formas metiladas são menos tóxicas (MMA - monometil As -, DMA - dimetil As - e AsB - arsenobetaína). Quando presente no solo, o As é absorvido pelas raízes do arroz, chegando até os grãos. Este cereal é um importante alimento dos brasileiros e de quase metade da população mundial sendo, portanto, uma relevante via de exposição. A planta possui mecanismos que favorecem a absorção de As pelas suas raízes, principalmente As3+ quando cultivado em solo do tipo irrigado (inundado). Por outro lado, também possui mecanismos de defesa como as fitoquelatinas e efluxo do As absorvido. Sabe-se que o arroz consumido no Brasil possui concentração média de As >222 ng g-1 onde cerca de 60% é As inorgânico, representando um risco a saúde quando comparado ao valor máximo permitido de 10 µg l-1 de As em água. Os principais estados produtores são Rio Grande do Sul e Santa Catarina, que utilizam o cultivo do tipo irrigado. Além disso, atualmente, há uma intensa discussão entre os participantes do Codex Alimentarius sobre os limites máximos de As no arroz, assim como métodos de especiação e código de práticas para mitigar essa contaminação. Assim, o presente projeto visa o desenvolvimento de métodos de especiação química, avaliação de risco do consumo de arroz e seus derivados quanto a contaminação com As, investigação de cultivares nacionais em relação à predileção por As, desenvolvimento de método para aprisionamento de As volátil para avaliação de sua presença em solos de arrozais e, finalmente, estudos de mitigação através do polimento, cozimento e (bio)remediação utilizando fungos já isolados da rizosfera de arrozes brasileiros. Espera-se com este projeto avaliar o risco do consumo de arroz, reduzir as concentrações de As nos grãos agregando valor nutricional e formar recursos humanos para atuar tanto na área de análises químicas quanto na área de segurança alimentar.

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