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Comércio, política e trabalho nos sertões de Angola: sertanejos e centro-africanos nas páginas de António da Silva Porto (1841-1869)

Processo: 18/13073-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2018
Vigência (Término): 30 de setembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História Moderna e Contemporânea
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Lucilene Reginaldo
Beneficiário:Ivan Sicca Gonçalves
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/21979-5 - Entre a escravidão e o fardo da liberdade: os trabalhadores e as formas de exploração do trabalho em perspectiva histórica, AP.TEM
Bolsa(s) vinculada(s):18/25336-5 - Registros e Apontamentos vindos dos Sertões: estágio de pesquisa em acervos portugueses sobre política, comércio e trabalho no Planalto Central Angolano (décadas de 1840-1860), BE.EP.MS
Assunto(s):História da África   África Central   Angola   Cultura sertaneja   Relação social   Comerciantes   Sertanejos   Comércio

Resumo

Esta pesquisa procura estudar as dinâmicas do comércio sertanejo no interior de Angola em meados do século XIX. Reunidos no Planalto Central angolano, região fora da jurisdição colonial portuguesa da época, os comerciantes sertanejos foram importantes agentes do comércio no interior do continente, sendo protagonistas da expansão da exportação de gêneros como a cera, o marfim e a goma copal, após a proibição legal do tráfico atlântico de escravos nas colônias portuguesas, em 1836. A partir dos relatos diários do comerciante António Francisco Ferreira da Silva Porto, escritos entre as décadas de 1840 e 1860, que apresentam comentários sobre o cotidiano das caravanas comerciais na África Central, investigarei as relações sociais que permeavam a realização dessa modalidade comercial. Tais relações consistiam em, desde a contratação e negociação constante com os centro-africanos que compunham a sociedade caravaneira e acompanhavam o sertanejo por meses de caminhada, até a diplomacia e participação ativa de autoridades africanas no comércio no interior do continente. Ao acompanhar o cotidiano registrado nas páginas de Silva Porto, torna-se possível uma compreensão mais ampla dos processos de formação, consolidação e transformação do chamado comércio lícito na região, considerando no centro da análise o impacto das decisões e conflitos desses agentes históricos nesse processo de profunda transformação política e social do interior da África Central.