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Identidade e reconhecimento na Fenomenologia do Espírito de Hegel

Processo: 18/17008-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de novembro de 2018
Vigência (Término): 08 de fevereiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia
Pesquisador responsável:Vladimir Pinheiro Safatle
Beneficiário:Marcus Vinicius da Conceição Felizardo
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Fenomenologia (filosofia)   Conflito social   Dialética   Sujeito   Identidade   Reconhecimento   Georg Wilhelm Friedrich Hegel   Análise de conteúdo

Resumo

Escrita durante o período de Hegel em Iena e publicada em 1807, a Fenomenologia do Espírito buscou entender, na esteira da filosofia do sujeito precedente, de Descartes à filosofia kantiana, como se dá o fundamento do conhecimento a partir do momento em que o princípio de subjetividade é considerado a base de toda e qualquer filosofia. Para alcançar tal resposta, Hegel se utilizou de um aparato conceitual que deixou marcas na contemporaneidade, a partir de conceitos centrais tais como "desejo" e "reconhecimento", entre outros. Ele desenvolveu uma teoria do sujeito pensada a partir dos modos de individuação fundados em uma instância eminentemente social, o Espírito, que levaram a filosofia para além da quimera de uma individualidade solipsista, buscando os pontos de contágio entre subjetividade e determinação social. O presente projeto buscará como objetivo central articular a relação hegeliana entre sujeito, identidade, reconhecimento e experiência social, de modo a entender como o processo de subjetivação da modernidade acaba por produzir sujeitos imersos em afirmações de autonomia e auto identidade. Trata-se de aprofundar o comentário de certas passagens da Fenomenologia do Espírito, tendo em vista, sempre, que o debate sobre o reconhecimento, elemento privilegiado na maneira contemporânea de enxergar os conflitos sociais, é indissociável de uma recuperação da história da filosofia; por isso, também, voltar a Hegel é, de fato, central.