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Estudo da variabilidade das regiões codificantes das proteínas p26 e gp90 de estirpes do vírus da Anemia Infecciosa Equina (AIE) do Pantanal Brasileiro

Processo: 18/13111-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2018
Vigência (Término): 30 de novembro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Medicina Veterinária Preventiva
Pesquisador responsável:João Pessoa Araújo Junior
Beneficiário:Jaqueline Assumpção Diniz
Instituição-sede: Instituto de Biotecnologia (IBTEC). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Doenças transmissíveis   Vírus da anemia infecciosa equina   Retroviridae   Proteínas   Pantanal   Brasil   Eletroforese em gel de ágar   ELISA em animal   Reação em cadeia por polimerase (PCR)

Resumo

A Anemia Infecciosa Equina (AIE) é uma enfermidade causada por um retrovírus de distribuição mundial que atinge os equídeos causando graves prejuízos econômicos. É uma doença de notificação obrigatória pela OIE (Organização Internacional de Saúde Animal) e no Brasil a região do Pantanal apresenta elevadas taxas de prevalência da doença. Os testes oficialmente reconhecidos no diagnóstico são o IDGA (Imunodifusão em Gel de Ágar) e o ELISA (Enzyme Linked Immunosorbent Assay), e as proteínas p26 e gp90 constituem os principais antígenos utilizados no IDGA e ELISA respectivamente. No entanto, estudos comparando os testes moleculares com os oficiais estão apresentando resultados discordantes, assim é aventada a hipótese de que estas modificações decorrem da variabilidade genética das proteínas p26 e gp90, já que o vírus é passível de mutação. Modificações nos genes do vírus podem resultar em alterações estruturais que podem predispor à produção de anticorpos que são incapazes de reconhecer os antígenos empregados nos testes, levando a resultados falso-negativos. Este trabalho tem como objetivo a caracterização dos antígenos p26 e gp90 de estirpes do vírus da AIE provenientes do Pantanal brasileiro. Serão utilizadas amostras da capa leucocitária e plasma provenientes de 100 equinos previamente testados por sorologia (IDGA e ELISA) e pelos testes moleculares seminested-PCR (Reação em Cadeia pela Polimerase) e PCR em tempo real (qPCR). As amostras serão submetidas à técnica de PCR convencional e Multiplex PCR. Os resultados obtidos do conjunto de primers serão clonados e posteriormente serão sequenciados pelo método Sanger juntamente com o produto da PCR convencional. Ao final serão realizadas análises de identidade entre as sequências das proteínas p26 e gp90 identificadas e aquelas disponíveis em banco de dados, além da comparação estrutural de epítopos já identificados na literatura. (AU)