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Embalagens inteligentes: eu estou aqui

Processo: 18/21795-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2018
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Ciência da Computação - Sistemas de Computação
Pesquisador responsável:Helio Avelino da Silva
Beneficiário:Luiz Claudio Pereira
Empresa:Reciclapac Soluções para Embalagens Ltda
Vinculado ao auxílio:17/08126-4 - Embalagens inteligentes - eu estou aqui, AP.PIPE
Assunto(s):Administração da produção   Cadeia de suprimentos   Embalagens   Logística   Internet das coisas   Computação em nuvem   Big data

Resumo

O setor automotivo utiliza racks e embalagens retornáveis no transporte de componentes em sua cadeia de suprimentos. Considerando o número de modelos de carros, milhares de fornecedores e imensa quantidade de tipos de racks utilizados, esta gestão é extremamente complexa, gerando paradas de linha de produção, perdas de ativos, custos extras, entre outros. Em estudo realizado no programa de treinamento da FAPESP / I-Corps, (Anexo I), foram entrevistados aproximadamente 100 profissionais do setor automobilístico, e a gestão das embalagens destacou-se como o maior desafio enfrentado pelo seguimento, na área de Logística e embalagens. A clareza que as atuais tecnologias de gerenciamento não oferecem solução eficaz motivou este projeto em conjunto com o SENAI e uma montadora de veículos. Propomos contribuições para solução desse problema de gestão, focando racks de aço para transporte de peças complexas e/ou de alto valor, com o desenvolvimento de software de gestão, integrado a dispositivo "beacons", utilizando tecnologia de Internet das Coisas, (IoT - Internet of Things), para emissão de sinais de radiofrequência, que permitem a troca de dados consumindo baixa energia , para controle desses ativos pela IoT, nos domínios transportes e logística. Esta proposta converge para conceitos da Indústria 4.0, como o termo que abrange tecnologias para automação e troca de dados, por meio dos conceitos de sistemas ciber-físicos, IoT, e computação em nuvem. Os sistemas ciber-físicos monitoram os processos físicos, criando uma cópia virtual do mundo físico e tomam decisões descentralizadas. Com a IoT, os sistemas ciber-físicos comunicam-se e cooperam entre si e com os humanos em tempo real, e, pela computação em nuvem, os serviços são disponibilizados e acessados pelos membros da cadeia, permitindo que os dados coletados sejam utilizados, dentro do conceito de Big Data definidos em Barton (2012) como base para a gestão e tomada de decisões, abrindo possibilidades de ganhos, especialmente no Brasil. Segundo pesquisa (CNI-Indicadores, 2016), o uso de tecnologias que envolvem a Indústria 4.0 são pouco difundidas e utilizadas. Apenas 58% das empresas conhecem a sua importância para a competitividade e menos da metade as utiliza, o que aumenta as perspectivas de ganhos.Assim estabelecemos como objetivos: pesquisar e desenvolver novos processos, adotando os conceitos da Indústria 4.0, para que os racks comuniquem-se com os integrantes da cadeia, dando visibilidade em tempo real da localização e fluxo das embalagens, do fluxo de produtos, além da coleta de dados confiáveis em tempo real, utilizáveis como instrumento de inteligência na gestão logística. Pretende-se integrá-la a outros sistemas das organizações na cadeia de valor por API (Application Programming Interface), gerando benefícios na gestão. A metodologia terá a análise dos processos atuais da empresa, identificação de parâmetros e regras de negócio para otimização, identificação e testes de tecnologias inovadoras de IoT, que sejam efetivas e de baixo custo, para permitir o desenho de processos integrados à solução de gestão.