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Aliando fisiologia, ecologia e filogenia em corais pétreos (Anthozoa, Sclerctinia): a evolução ecofisiológica associa-se à tolerância diante das mudanças climáticas?

Processo: 18/17252-6
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 15 de fevereiro de 2019
Vigência (Término): 14 de outubro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Comparada
Pesquisador responsável:Carlos Arturo Navas Iannini
Beneficiário:Samuel Coelho de Faria
Supervisor no Exterior: Gretchen Goodbody Gringley
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Local de pesquisa : Bermuda Institute of Ocean Sciences (BIOS), Bermuda  
Vinculado à bolsa:17/05310-9 - Uma fisiologia comparativa às causas da conservação de recifes de coral: plasticidade trófica dirige tolerância às mudanças climáticas?, BP.PD
Assunto(s):Simbiose   Mudança climática   Filogenia

Resumo

A associação funcional estabelecida pela simbiose entre cnidários e microalgas fotossintetizantes (conhecida como zooxantelas) é encontrada na maioria das espécies de corais de águas rasas. Em relação ao suprimento energético, a fotossíntese supre até 100% dos requerimentos em corais de ambientes fortemente oligotróficos, enquanto a heterotrofia contribui com até 60% da demanda energética em águas eutróficas, turvas ou mais profundas. O nicho físico-químico, portanto, pode afetar a relação coral-zooxantela, promovendo branqueamento e/ou redução da calcificação, embora a variação fisiológica total possa filogeneticamente compromissada. Nesta proposta pretendemos avaliar seletos parâmetros ecofisiológicos em diversas espécies de corais escleractínios dos ambientes oligotróficos de Bermuda - os recifes de coral mais setentrionais do Oceano Atlântico - sob condições naturais e simuladas de mudanças climáticas. Tais achados serão comparados filogeneticamente com espécies das águas eutróficas do Brasil - os recifes de coral mais austrais do Atlântico Oeste [dados já amostrados]. Hipotetizamos que: (i) a natureza físico-química do ambiente recifal dirigiu a evolução do compromisso fotossíntese/heterotrofia; (ii) a capacidade antioxidante associa-se ao nível de dependência da heterotrofia; (iii) espécies de ambientes eutróficos são mais tolerantes às mudanças climáticas; e (iv) compromisso fotossíntese/heterotrofia e capacidade antioxidante evoluíram convergentemente. Pouco se sabe sobre o padrão filogenético da resiliência fisiológica às mudanças climáticas em corais de diferentes ambientes, bem como a relativa influência da natureza físico-química e/ou da história filogenética. Nossos futuros achados podem sugerir algumas respostas fenotípicas como marcadores de sensibilidade em um arcabouço filogenético, subsidiando possíveis estratégias de monitoramento de forma clado-específica.

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