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Relações ecológicas no tempo e no espaço: padronização de sinais florais em espécies congêneres

Processo: 18/21646-0
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de abril de 2019
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia
Pesquisador responsável:Leonor Patricia Cerdeira Morellato
Beneficiário:Maria Gabriela Gutierrez de Camargo
Supervisor no Exterior: Montserrat Arista Palmero
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro, SP, Brasil
Local de pesquisa : Universidad de Sevilla (US), Espanha  
Vinculado à bolsa:15/10754-8 - Variação espácio-temporal no espectro de cores de flores conforme a visão dos polinizadores, BP.PD
Assunto(s):Interação planta-animal   Polinização   Fenologia   Pastagens   Cor

Resumo

Espécies de plantas de uma mesma comunidade diferem em seus padrões de produção e distribuição de flores no tempo e espaço. Enquanto o tempo de floração e a distribuição das plantas tendem a favorecer o sucesso da polinização e evitar competição interespecífica, os polinizadores buscam otimizar seu forrageio. A constância floral, uma estratégia de forrageio realizada pelas abelhas, é vantajosa tanto para ambos: aumenta as chances das abelhas encontrarem recurso e promove a visitação de flores da mesma espécie e, consequentemente, a polinização cruzada das plantas. Uma vez que a constância floral depende da capacidade das abelhas de discriminar sinais florais, espera-se que espécies de plantas que se sobrepõe no espaço apresentem flores com display floral diferentes. No entanto, nos campos rupestres alguns táxons vegetais, incluindo os mais diversos, apresentam flores bastante semelhantes entre as espécies do mesmo gênero. Nesta proposta investigaremos, no contexto dos mimetismos Batesiano e Mülleriano, possíveis relações ecológicas que permitam a coexistência destas espécies congêneres, polinizadas principalmente por abelhas e com display floral semelhante, em uma área de campo ruspestre. Para tanto, analisaremos: (i) se estas espécies se sobrepõem no espaço - a partir de dados de ocorrência e frequência dessas espécies na área de estudo; (ii) se estas espécies se sobrepõem no tempo - a partir de dados de fenologia da floração; e (iii) se seus padrões de coloração podem ser discriminados pelas abelhas - a partir de dados de refletância e variáveis relacionadas à cor calculadas conforme o sistema de visão das abelhas. No período da BEPE, irei (i) analisar dados de frequência das espécies em 180 parcelas (1 m2) estabelecidas na área de estudo; (ii) levantar e analisar dados fenológicos das espécies de estudo em trabalhos anteriores realizados na área de estudo, ou a partir de dados de herbários; (iii) calcular e analisar variáveis de cor relacionadas à discriminação das cores por abelhas (contrastes acromáticos e cromáticos, pontos de inflexão no espectro de refletância, distâncias das cores no espaço visual das abelhas). Com esta proposta pretendemos analisar alguns possíveis fatores que permitem a alta frequência de espécies congêneres com display floral semelhante no campo rupestre, considerando a capacidade de discriminação destes displays pelas abelhas e como essa possível padronização de sinais florais poderia favorecer a constância floral e polinização cruzada destas espécies. Finalmente, analisaremos a possibilidade de estender estas análises à vegetação Mediterrânea. (AU)