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Análise da sinalização química e virulência em Escherichia coli enterohemorrágica mediado por membros da microbiota

Processo: 18/22042-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2019
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia
Pesquisador responsável:Cristiano Gallina Moreira
Beneficiário:Karine Melchior
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:14/06779-2 - Investigação do papel da sinalização química e de mecanismos auxiliares na virulência de Salmonella enterica sorovar Typhimurium e outros enteropatógenos, AP.JP
Assunto(s):Bacteriologia   Microbiota   Escherichia coli enterohemorrágica   Virulência

Resumo

Escherichia coli Enterohemorrágica (EHEC) é um patógeno gastrointestinal conhecido por sua capacidade de causar diarreias hemorrágicas, e em alguns casos, levar ao desenvolvimento da Síndrome Urêmica Hemolítica em humanos, caracterizada pela anemia microangiopática, insuficiência renal e trombocitopenia, sendo um microrganismo de grande importância clínica. Possui em seu genoma a Ilha de patogenicidade locus of enterocyte effacement (LEE), responsável por codificar genes relacionados a importantes fatores de virulência. Recentemente nosso grupo demonstrou que bactérias comensais benéficas para a microbiota como o Bacteroides tethaitaomicron (Bt), podem antagonicamente aumentar a expressão de genes de virulência em bactérias patogênicas como EHEC. Este tipo de modulação ocorre através da alteração do panorama metabólico para um ambiente gliconeogênico e pelo aumento da secreção de succinato no intestino mediado pela Bt, que é interpretado pela EHEC como um sinal nutricional para a ativação da expressão de genes de virulência. Faecalibacterium prausnitzii é um importante representante do filo Firmicutes, e vem sendo idealizada como uma promissora nova geração de probióticos, associada principalmente a sua característica de produção de butirato, sendo este relacionado a melhora de infecções e um importante anti-inflamatório, no entanto, ainda não está bem esclarecido como é a resposta de patógenos frente a essa bactéria, bem como butirato pode modular a virulência nesses patógenos. Dessa forma serão realizados testes in vivo e in vitro com intuito de entender a relação entre microbiota - patógeno, como o patógeno responde e modula sua resposta ao ambiente, bem como a sinalização envolvida nesses processos, podendo ser este um caminho interessante para a criação de alternativas terapêuticas para prevenção e tratamento de infecções.

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